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SÃO PAULO - A inadimplência medida nas empresas brasileiras no mês de julho cresceu 6,8% em relação ao a junho deste ano. Segundo a Serasa, responsável pelo levantamento, no confronto com o mesmo mês de 2007, o indicador ficou estável. Os técnicos da Serasa atribuem o aumento no curto prazo ao fato de o sétimo mês do ano ter mais dias úteis do que junho.

Já no acumulado de janeiro a julho, a inadimplência ficou 2,1% menor perante igual intervalo do ano passado. Mesmo demandando mais crédito, as empresas estão tendo os devidos cuidados ao tomar recursos de terceiros, sobretudo em um ambiente de juros elevados, avalia a empresa, justificando a baixa nos débitos em atraso no acumulado deste ano.

De qualquer modo, esse recuo no acumulado do ano está na contramão da inadimplência medida entre pessoas físicas, que soma alta de 6,9% nos primeiros sete meses do ano. Esse descompasso impede a companhia de apontar tendência para o indicador neste segundo semestre.

Segundo o levantamento da Serasa, a maior parte das dívidas em atraso continua sendo de títulos protestados, que responderam por 42,1% da inadimplência medida de janeiro a julho. O valor da dívida média dos títulos protestados foi de R$ 1.495,38, 2,3% maior perante os sete primeiros meses de 2007.

Já a inadimplência dos cheques no acumulado do ano registrou valor médio de R$ 1.276,76. Esse valor está 11,7% acima da média calculada no mesmo período do ano passado. Segundo a Serasa, os cheques sem fundo foram responsáveis por 38,7% da inadimplência no intervalo.

As dívidas com os bancos foram a terceira maior via de inadimplência entre as empresas, com 19,2% das dívidas em atraso registrada no período. O valor médio dos compromissos em atraso com os bancos chegou a R$ 4.405,53 nestes sete meses, o que significa um crescimento de 7,8% em relação ao registrado no mesmo período do ano passado.

(Valor Online)

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