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SÃO PAULO - O Índice Geral de Preços - Mercado (IGP-M) apresentou elevação de 0,95% na primeira medição de março, com pequena alteração em relação à taxa verificada em igual intervalo do mês anterior (0,98%). Os números são da Fundação Getulio Vargas (FGV).

Ao mesmo tempo que o Índice de Preços por Atacado (IPA) subiu mais entre a primeira prévia de fevereiro e mesmo intervalo deste mês, indo de 1,16% para 1,22%, o Índice de Preços ao Consumidor (IPC) saiu de 0,75% para 0,43%. Esses indicadores têm peso de 60% e 30% no IGP-M.

Os preços dos produtos agropecuários no atacado subiram 2,27%, invertendo a direção tomada no início do mês passado, de queda de 0,88%. Já os preços dos produtos industriais no atacado subiram 0,89%, menos do que o verificado na parcial de fevereiro, quando houve alta de 1,81%.

Dos três estágios do IPA, as Matérias-Primas Brutas se destacaram ao terem acréscimo de 2,13%. Bens Intermediários vieram na sequência, com expansão de 1,27%. Bens Finais subiram 0,56%.

Teve impacto especialmente na desaceleração percebida no IPC o grupo Transportes, que foram de 2,18% na prévia de fevereiro para 0,60% de acréscimo na leitura inicial de março. Esse movimento foi atribuído aos itens tarifa de ônibus urbano (4,09% para 0,93%), álcool combustível (9,36% para 3,05%) e seguro facultativo para veículo (0,88% para -4,24%).

Ainda nas classes que compõem o IPC, Vestuário e Despesas Diversas acabaram no campo negativo, com declínio respectivo de 1,28% e 0,13%. Na primeira pesquisa de fevereiro, esses ramos tiveram expansão, de 0,48% e 0,24%, na ordem.

Responsável por 10% do IGP-M, o Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) registrou leve variação, saindo de 0,41% no levantamento parcial de fevereiro para 0,45% no primeiro decêndio de março. Materiais, equipamentos e serviços ampliaram-se em 0,64% e o indicador referente à Mão de obra subiu 0,24%.

A primeira prévia do do IGP-M de março compreendeu o intervalo entre os dias 21 e 28 do mês de fevereiro. No acumulado do ano por ora, o indicador avançou 2,78%. Em 12 meses, houve incremento de 1,95%.

(Juliana Cardoso | Valor)

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