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São Paulo, 31 - Os preços recebidos pelos produtores rurais paulistas recuaram 0,16% na terceira quadrissemana de março, conforme dados divulgados hoje pelo Instituto de Economia Agrícola (IEA), da Secretaria de Agricultura e Abastecimento de São Paulo. A última em vez que o Índice Quadrissemanal de Preços Recebidos pela Agropecuária Paulista (IqPR), calculado pelo IEA, esteve no terreno negativo foi na primeira quadrissemana de janeiro deste ano.

Segundo o IEA, o índice dos produtos de origem vegetal (IqPR-V) teve variação positiva de 0,33% e o de produtos de origem animal (IqPR-A) apresentou variação negativa de 1,37%. Quando a cana-de-açúcar é excluída do cálculo, devido a sua importância na ponderação do indicador, a variação do IqPR cai ainda mais e vai para -2,00%, e o IqPR-V (produtos vegetais) passa de positivo para negativo com expressiva queda e fecha em -2,59%.

Os técnicos observam que o gráfico com a evolução dos índices mostra que o IqPR e o IqPR-A (produtos animal) continuam com a tendência de queda. O indicador de produtos animais registrou recuo maior de 1,2 ponto porcentual em relação a segunda quadrissemana de fevereiro, devido principalmente a queda nas exportações que afetaram as cotações internas. No caso dos produtos vegetais houve a inversão de tendência de queda e ficou com 0,2 ponto porcentual acima da quadrissemana anterior, puxados pelas cotações da cana e do tomate.

Os produtos que registraram altas foram o tomate (56,71%), ovos (12,51%), laranja para mesa (4,88%), trigo (4,39%) e a cana-de-açúcar (2,48%). Os técnicos do IEA explicam que a acentuada variação de preços do tomate está de acordo com o padrão de variação estacional observado nos últimos anos. "O fim da safra de verão provoca picos de preços nos meses de março e abril", dizem os técnicos.

A alta de preços da cana-de-açúcar, produto que tem maior peso no indicador, em função da expressiva participação no valor da produção da agropecuária paulista, se deve ao repasse para os preços da desvalorização cambial. "A elevada volatilidade do câmbio face aos desdobramentos da crise mundial deve ser administrada pela cadeia, que não pode aplicar grandes variações de preços até pela dimensão e extensão da safra."

Os produtos que apresentaram as maiores quedas de preços foram o feijão (32,46%), banana (12,99%), milho (10,20%), laranja para indústria (7,95%), amendoim (7,92%) e soja (7,04%).

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