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A Bovespa começou a semana com o pé direito, influenciada pela melhora do ambiente externo. Na última hora de pregão - que a partir de hoje tem início às 11 horas e término às 18 horas em razão do horário de verão -, a alta ganhou força, amparada na aceleração dos ganhos em Nova York.

No encerramento dos negócios, o Ibovespa, principal índice, registrou elevação de 8,36%, aos 39.441,08 pontos - depois de oscilar de 36.401 pontos na mínima (+0,01%) e 39.453 pontos na máxima (8,39%). O volume financeiro, inflado pelo vencimento de opções sobre ações, somou R$ 5,11 bilhões.

A valorização nesta sessão não dissipa a expectativa de volatilidade e a indefinição do cenário para o mercado acionário, tampouco traz alívio consistente. Hoje, porém, o viés positivo predominou.

Os contínuos esforços dos governos em várias partes do mundo para evitar o colapso do sistema financeiro e a resposta positiva do mercado de crédito proporcionaram a apreciação dos principais índices acionários ao redor do mundo, e a Bolsa brasileira acompanhou. Coréia do Sul, Suécia, Holanda, Reino Unido e França foram alguns dos países que ocuparam o noticiário com mais anúncios de intervenções governamentais contra a crise no mercado financeiro internacional.

Da pauta macroeconômica nos EUA, o Conference Board informou que o índice de indicadores antecedentes subiu em setembro, a primeira alta em cinco meses. Comentários do presidente do Federal Reserve (Fed, banco central dos EUA), Ben Bernanke, também ajudaram. No Congresso, ele afirmou que apóia uma segunda rodada de estímulo fiscal pelo governo dos EUA para limitar os riscos de uma desaceleração prolongada da economia. Em Nova York, o índice Dow Jones subiu 4,67%, o S&P-500, 4,77% e o Nasdaq, 3,43%.

Outro componente positivo para o mercado acionário norte-americano veio do impacto ascendente da alta do petróleo sobre as ações do setor de energia. Na Bolsa Mercantil de Nova York, o petróleo encerrou em alta de 3,34%, a US$ 74,25 o barril. A alta do petróleo também favoreceu as ações da Petrobras aqui: os papéis PN subiram 10,44% e os ON ganharam 11,48%. "O quadro internacional ainda prevalece sobre o noticiário local", observou Raffi Dokuzian, superintendente de renda variável da Banif Corretora.

No ambiente doméstico, a segunda-feira contou com vencimento dos contratos de opções sobre ações na Bovespa. O vencimento movimentou cerca de R$ 993,906 milhões na Bovespa. Assim como as ações da Petrobras, os papéis da Vale - que também tiveram influência do exercício - encerraram o dia com apreciação expressiva: Vale PNA ganhou 12,70% e Vale ON disparou 13,29% . Ainda vale destacar que a mineradora informa o balanço do terceiro trimestre na quinta-feira.

No setor siderúrgico, os ganhos também colaboraram com o avanço do Ibovespa: Gerdau PN subiu 11,61%, Usiminas PNA aumentou 9,09% e CSN valorizou-se 7,45%. Também ajudaram as elevações das ações de bancos: Bradesco PN registrou alta de 7,74%, Itaú PN, 7,16%, Banco do Brasil ON, 10,01% e Unibanco Unit, 8,14%.

No Ibovespa, as altas foram lideradas por Gafisa ON (+17,57%), Sabesp ON (+14,56%) e Cosan ON (+13,90%) No outro extremo, apenas três ações registraram baixas: Transmissão Paulista PN caiu 1,21%, Telesp PN cedeu 0,96% e Gol ON recuou 0,61%.

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