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Tecnicamente, o certo seria uma realização de lucro na Bolsa de Valores de São Paulo hoje levando-se em conta o rali do primeiro pregão de 2009, sexta-feira, quando o índice à vista disparou 7,17%, voltando a ficar acima dos 40 mil pontos, marca que não atingia desde 4 de novembro, quando chegou aos 40.254,80 pontos.

Mas o comportamento do Ibovespa futuro mostra uma abertura hesitante. O índice futuro, que já chegou a operar acima dos 41.100 pontos, há pouco invertia a direção marcava 40.800 pontos, em baixa de 0,24%. O índice Bovespa à vista abriu o pregão em baixa e cedia 0,38% a 40.092 pontos, às 11h04.

O ano de 2009, que começa para valer nesta segunda-feira, carrega a expectativa para muitos investidores de uma correção, ainda que lenta, dos preços das ações até a posse do presidente eleito dos EUA, Barack Obama, no dia 20. A notícia de que Obama e democratas do Congresso esboçam um plano para estimular a economia com um corte de impostos de US$ 300 bilhões mantém um clima positivo nos mercados, apesar de indicadores econômicos ainda fracos, sugerindo manutenção do processo recessivo nas principais economias.

Segundo uma fonte, os investidores podem comprar a opção Obama e, com isso, a Bovespa seguiria o caminho da recuperação, rompendo os 41 mil pontos. A mesma fonte, no entanto, destaca ainda que uma queda do Ibovespa de 1% hoje seria plenamente aceitável e continuaria indicando um mercado um pouco mais confiante.

Em Nova York, os futuros de ações operam sem direção, apresentando curtas variações, com investidores realizando lucros após o rali de sexta-feira, enquanto aguardam os dados dos gastos com construção de novembro e as vendas de automóveis em dezembro. Na sexta, o Dow Jones registrou ganho de 2,94%, voltando a operar acima dos 9 mil pontos.

A manutenção do sinal de alta na Bovespa encontra resistência na queda das commodities. Os preços dos metais básicos em Londres operam em sua maior parte em queda, pressionados pelo fortalecimento do dólar e pela diminuição de um movimento de realizações de lucro por parte de investidores com posições vendidas. O petróleo mostra volatilidade. Chegou a subir pouco mais de 2% na Bolsa Mercantil de Nova York (Nymex) e às 10h49 cedia quase 1%.

No lado doméstico, o noticiário macroeconômico segue favorável. O Índice de Preços ao Consumidor (IPC-S) da última semana de dezembro, que desacelerou para 0,52% segundo a FGV, e a pesquisa Focus reafirmam as expectativas de corte de juros na reunião do Copom de janeiro. O destaque d a Focus é o ajuste nas projeções para a Selic de janeiro, de 13,50% para 13,25%, projetando corte de 0,50 ponto porcentual na taxa.

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