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O rebanho de bovinos no País voltou a cair no ano passado, apesar de 2007 ser considerado como um ano positivo para o setor, segundo mostra a Pesquisa Municipal de Pecuária divulgada hoje pelo IBGE. O efetivo bovino (número de cabeças) no País caiu 3% em relação ao ano anterior, o segundo recuo anual consecutivo, já que em 2006 houve queda de 0,6%.

A tendência de redução do rebanho foi apurada também na Amazônia Legal, região que reúne 35% do efetivo brasileiro de bovinos e cujo número de cabeças recuou 5% no ano passado ante o ano anterior. O gerente de Pecuária do IBGE, Octávio Costa de Oliveira, disse que o recuo amazonense não está relacionado a questões ambientais, mas a fatores mercadológicos.

Apesar da queda apurada em 2007, o Brasil registra o maior rebanho bovino do mundo (199,75 milhões de cabeças), acima da Índia (177,84 milhões de cabeças) e da China (116,86 milhões de cabeças).

Segundo Costa de Oliveira, a queda no efetivo nacional de bovinos reflete o aumento do abate de matrizes (vacas reprodutoras) no País a partir de 2003. Segundo ele, o ano de 2003 foi de baixo crescimento da economia e da demanda e os produtores, em dificuldades financeiras, aceleraram os abates de matrizes. Como a reposição desses animais ocorre de forma lenta, o rebanho prossegue em trajetória de redução.

O gerente explicou também que a redução no efetivo de bovinos na Amazônia Legal responde ao fato de que essa é uma região cuja produção pecuária está mais voltada para o mercado e, por isso, foi mais forte, ali, o crescimento do abate de matrizes. Além disso, segundo ele, pode ter ocorrido uma reavaliação de cadastro na região.

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