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Todas as categorias de uso pesquisadas pelo IBGE registraram queda na produção industrial em dezembro em todas as bases de comparação. Ante novembro, houve queda em bens de capital (-22,2%); bens intermediários (-12,1%); bens de consumo (-9,3%); bens de consumo duráveis (-34,3%); bens de consumo semi e não duráveis (-4,2%).

Ante dezembro de 2007, houve recuo em bens de capital (-13,1%); bens intermediários (-18,2%); bens de consumo (-10,2%); bens de consumo duráveis (-42,2%) e bens de consumo semi e não duráveis (-1,8%).

Nível de março de 2004

A queda na produção industrial em dezembro fez o setor retornar ao patamar de produção de março de 2004, segundo a economista da coordenação de indústria do IBGE, Isabella Nunes. Segundo ela, os recuos foram generalizados, abrangendo 25 de 27 setores na comparação com novembro e 23 de 27 setores ante dezembro de 2007. Foi o maior número de segmentos em queda já registrado na pesquisa, nas duas bases de comparação.

"Há um quadro generalizado de queda, como reflexo do agravamento da crise", disse Isabella. Segundo ela, apesar dos declínios generalizados, os segmentos mais afetados estiveram vinculados ao crédito, como bens duráveis e máquinas e equipamentos e também às exportações de commodities.

A produção industrial brasileira caiu 12,4% em dezembro de 2008, ante novembro, na série com ajuste sazonal, segundo o IBGE. Na comparação com dezembro de 2007, a produção recuou 14,5%. No acumulado do ano de 2008, a produção na indústria registrou alta de 3,1%, ante 2007. As quedas na produção industrial em dezembro foram as maiores desde 1991, na série histórica do IBGE.

Revisão

O IBGE divulgou hoje uma revisão significativa no resultado da produção industrial de novembro ante outubro de 2008, que passou de uma queda de 5,2% apresentada anteriormente para um recuo de 7,2%. Também foi revisado o resultado de outubro ante setembro de 2008 (-2,8% para -1,4%) e de setembro ante agosto (crescimento de 1,8% para 1,4%). Houve revisão também no resultado de novembro ante novembro de 2007, de -6,2% para -6,4%.

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