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Atenas, 22 mar (EFE).- Diversos hospitais públicos entraram em greve hoje na Grécia no momento em que o Governo grego declarou que considera como garantido o envio de ajuda por parte da União Europeia (UE).

"Seria estranho se a Europa não nos apoiasse politicamente", disse hoje em Atenas o porta-voz do Governo grego, Giorgos Petalotis.

Para o porta-voz, a Grécia ganhou o direito de estar na zona do euro e Atenas não espera apoio "de fora da UE".

Petalotis também comentou a realização da cúpula de líderes europeus marcada para esta quinta-feira. Espera-se que o encontro termine com a aprovação de um mecanismo de apoio à Grécia, duramente afetada pela dívida e pelo enorme déficit público.

O próprio primeiro-ministro grego, Giorgos Papandreou, declarou ontem que não vai permitir que o país quebre.

Enquanto isso, as manifestações trabalhistas contra o programa de contenção de gastos do Governo continuam.

Os médicos dos hospitais públicos pararam por quatro horas em protesto pela suspensão do pagamento das horas extras, apesar de o Ministério da Saúde grego ter prometido hoje ao sindicato da categoria o pagamento das mesmas.

Amanhã, é a vez dos advogados de Atenas e da cidade de Pireo iniciarem uma greve de três dias contra o aumento dos impostos sobre as suas atividades.

Os trabalhadores da empresa estatal de ferrovias também planejam fazer uma paralisação de cinco horas que deve afetar 70 rotas e sindicato dos servidores públicos da Grécia, Adedy, convocou para amanhã uma manifestação no centro de Atenas.

O presidente do Banco Central grego, Giorgos Provopoulos, apresentou hoje no Parlamento um relatório sobre a política monetária do país segundo o qual "a Grécia se encontra em uma profunda crise, com um grande déficit, uma enorme dívida" e em meio a uma "contínua fraqueza de sua capacidade competitiva".

O relatório afirma que os problemas fiscais da Grécia "já existiam antes da crise econômica mundial" e que "era inevitável que levassem a uma crise devido à falta de intervenções".

Assim, já em fevereiro de 2009, o banco "tinha previsto o que está acontecendo agora e, especialmente, o aumento do custo do crédito", em referência aos problemas da Grécia para emitir dívida a custos normais e conseguir empréstimos. EFE afb-as/pb/bba

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