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Presidente da OAB-SP, Luiz Flávio Borges D´Urso, lamentou greve no Tribunal de Justiça de São Paulo e falou em danos ao judiciário

A greve do Judiciário paulista pode atrasar em um ano os processos em tramitação. A afirmação é do presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), seccional de São Paulo. De acordo com o presidente da entidade, Luiz Flávio Borges D’Urso, não se confirmou a expectativa do Tribunal de Justiça de São Paulo quanto à regularização do expediente forense. O conselho seccional da entidade fez uma reunião nesta segunda-feira (14/6).

“Entendemos que a decisão do TJ-SP de não conceder a suspensão de prazos porque reforçaria o movimento grevista somente tem trazido danos ao jurisdicionado e à advocacia, posto que, para os servidores, a reação de desestímulo se deu pelos descontos em folha dos dias parados. Assim sendo, a Ordem reafirma a necessidade de o Tribunal suspender os prazos processuais como medida para preservar direitos, a exemplo do que fizeram o TRF-3 (Justiça Federal) e TRT-2 (Justiça Trabalhista)”, afirmou D'Urso em comunicado publicado pela OAB paulista.

Na última segunda, o TJ-SP divulgou novo comunicado suspendendo os prazos na segunda e terça-feiras (15/6). O tribunal tem feito suspensões pontuais de prazo, como a que ocorreu na última quarta-feira (9/6), quando cerca de 80 grevistas ocuparam o prédio do Fórum João Mendes. O edifício permaneceu fechado até sexta-feira (11/6), quando os manifestantes deixaram o local.

O presidente da OAB-SP já oficiou duas vezes o tribunal, pedindo a suspensão de prazos nos dias 5 e 10 de maio. A Ordem considera justa e apoia as reivindicações dos servidores da Justiça, de reposição salarial de 20,16%, plano de cargos.

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