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ATENAS, 30 de abril (Reuters) - A Grécia precisa de medidas de austeridade fiscal para sobreviver, disse o primeiro-ministro grego, George Papandreou, nesta sexta-feira, contrariando sindicatos e oposicionistas que pedem resistência às demandas de aumento de impostos e cortes salariais feitas pela União Europeia e o Fundo Monetário Internacional (FMI).

O país endividado está discutindo com autoridades da UE e do FMI 24 bilhões de euros de medidas de redução de déficit para assegurar um pacote de resgate multibilionário de três anos e evitar a moratória.

ATENAS, 30 de abril (Reuters) - A Grécia precisa de medidas de austeridade fiscal para sobreviver, disse o primeiro-ministro grego, George Papandreou, nesta sexta-feira, contrariando sindicatos e oposicionistas que pedem resistência às demandas de aumento de impostos e cortes salariais feitas pela União Europeia e o Fundo Monetário Internacional (FMI).

O país endividado está discutindo com autoridades da UE e do FMI 24 bilhões de euros de medidas de redução de déficit para assegurar um pacote de resgate multibilionário de três anos e evitar a moratória.

"Hoje, a prioridade é a sobrevivência da nação. Essa é a linha vermelha", disse Papandreou ao Parlamento, depois do pedido de partidos de oposição para o governo não fazer cortes fiscais agressivos.

"As medidas econômicas que nós precisamos tomar são necessárias para a proteção do nosso país, para o nosso futuro, para nós podermos ficar de pé."

Autoridades sindicais disseram que foi pedido que a Grécia que cortasse seu déficit em 10 por cento do PIB no ano fiscal de 2010/2011, aumentando o imposto sobre valor agregado, reduzindo bônus do setor público e congelando o salário de funcionários públicos em troca da ajuda financeira.

"As altas taxas de juros tornaram impossível emprestar dos mercados internacionais", disse o vice-ministro das Finanças Philippos Sachinidis ao Parlamento, acrescentando que o pacote de resgate oferecerá até 120 bilhões de euros à Grécia durante três anos, a taxas de juros razoáveis.

(Reportagem de Renee Maltezou e Ingrid Melander)

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