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Desvio na previdência social alcança R$ 4,73 milhões por ano

Em intensa campanha contra a corrupção, as autoridades da Grécia descobriram outras 1,4 mil pessoas mortas cujos familiares continuam retirando sua aposentadoria, enquanto a fraude fiscal continua sendo praticada em larga escala entre os estabelecimentos turísticos do país.

Segundo informam nesta quinta-feira os meios de comunicação locais, os controles efetuados na seguridade social da Grécia entre aposentados nascidos antes de 1920 detectaram 1.473 casos de pessoas mortas cujas aposentadorias ainda estão sendo pagas, representando um valor total de 1,8 milhão de euros (R$ 4,73 milhões) por ano.

Em outros controles recentes foi descoberto também que 700 pessoas completamente saudáveis cobravam ajudas para tratamentos contra a cegueira.

Além disso, funcionários do Ministério das Finanças da Grécia estão inspecionando empresas do setor turístico em numerosas ilhas gregas. Em Rodas, um das ilhas turísticas mais conhecidas do país, todos os estabelecimentos fiscalizados não emitiam faturas e não transferiam aos cofres do Estado o Imposto de Valor Agregado (IVA).

Nesta ilha, os inspetores receberam mensagens com ameaças de morte, enquanto desconhecidos provocaram danos carros oficiais do Ministério.

Enquanto isso, em Mikonos, 103 das 140 empresas inspecionadas fraudavam o IVA e em Paros aconteceu o mesmo em 75 dos 116 estabelecimentos fiscalizados.

A Grécia foi o primeiro país da zona do euro que teve que pedir, no ano passado, ajuda externa para evitar um colapso de suas finanças públicas, com um endividamento que já alcança 150% do Produto Interno Bruto (PIB).