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SÃO PAULO - Os chefes de Estado e de governo da zona do euro acertaram ontem um plano de ação coordenado visando a restaurar a confiança no setor financeiro. Os 15 integrantes do euro vão garantir os créditos interbancários por um período temporário, até 31 de dezembro de 2009, medida essa destinada a amenizar as tensões nos mercados monetários paralisados.

Também se mostraram comprometidos a evitar o colapso dos bancos mais importantes na região, especialmente por meio de operações de recapitalização.

A França anunciou que colocou à disposição dos bancos 360 bilhões de euros, sendo 320 bilhões de euros em garantias de empréstimos interbancários e o restante voltado à recapitalização de instituições em dificuldade. O presidente francês Nicolas Sarkozy detalhou que os recursos públicos colocados em um fundo estarão disponíveis a todos os bancos que solicitarem ajuda.

Na Alemanha, o governo irá propor aos deputados um plano de socorro do sistema bancário que compreende uma garantia de 400 bilhões de euros para os empréstimos interbancários e 80 bilhões de euros destinados a recapitalizar entidades em dificuldade. Berlim irá criar um fundo de estabilização dos mercados financeiros, formado pelos 80 bilhões de euros voltados à recapitalização e outros 20 bilhões de euros correspondentes a 5% do montante das garantias.

A administração espanhola aprovou hoje, por sua vez, garantias para operações de financiamento dos bancos de 100 bilhões de euros. Com esta iniciativa, o Executivo espanhol quer superar as tensões de liquidez e reativar a concessão de crédito a consumidores e empresas, entre outros pontos.

O chefe do governo espanhol, José Luis Rodríguez Zapatero, destacou que as entidades de crédito que quiserem ter acesso aos recursos deverão cumprir uma série de requisitos estipulados pelo ministério da Economia. Assegurou que, "se tudo sair bem" e o mercado reagir, não haverá custo para o contribuinte.

O Estado austríaco dará uma garantia de empréstimos interbancários de até 85 bilhões de euros e orientou 15 bilhões de euros para recapitalizar bancos com problemas. A Grã-Bretanha comunicou uma série de medidas, como o investimento de 47 bilhões de euros em três bancos - o RBS, o HBOS e Lloyds TSB.

(Valor Online, com agências internacionais)

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