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Aparelhos foram produzidos em plantas de capital chinês e venezuelano

CARACAS - O Governo da Venezuela garantiu nesta segunda-feira que distribuirá em 2011 até 2 milhões de telefones celulares produzidos em cinco modelos diferentes em fábricas de capital misto chinês-venezuelanos, entre eles, o Vergatario II, anunciado pelo presidente, Hugo Chávez.

"Em termos do Estado, estamos garantindo a distribuição direta de 2 milhões de aparelhos ao ano", assegurou o ministro de Ciência, Tecnologia e Indústria venezuelano, Ricardo Menéndez, durante sua visita à fábrica onde os modelos da empresa mista chinês-venezuelana Orinoquia são montados em Caracas.

O preço dos celulares oscilará entre US$ 31 e US$ 60 e serão distribuídos pelas empresas Orinoquia e Vtelca, ambas com participação de capital chinês. "Estamos dando um produto de maior qualidade a um preço mais baixo", afirmou Menéndez, que explicou que os modelos produzidos pelo Estado venezuelano são celulares que custam entre 30% e 40% abaixo da média do mercado.

A unidade de produção de Orinoquia, inaugurada no início de 2010, produziu no ano passado cerca de 150 mil dispositivos, embora em 2011 o Governo espere chegar aos 806 mil, aos que se somam 1,2 bilhão produzidos por Vtelca. Atualmente, a Venezuela tem uma demanda anual de telefonia celular de 10 milhões de aparelhos.

Os celulares serão comercializados pela empresa de telefonia celular estatal Movilnet e, segundo o ministro, 483 mil celulares já aguardam no armazém para serem distribuídos. O Governo venezuelano anunciou na semana passada o lançamento do modelo Vergatario II, sucessor do fracassado Vergatario I, que foi anunciado como o celular "mais barato do mundo" pelo próprio Hugo Chávez, mas que nunca chegou a ser vendido. O fracasso foi admitido por Chávez que o atribuiu a "impedimentos burocráticos".

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