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O governo admite a possibilidade de estender o período de pagamento do seguro-desemprego diante da onda de demissões provocada pela crise financeira internacional, afirmou hoje o ministro do Trabalho e Emprego, Carlos Lupi. No que for necessário ampliar, ampliaremos.

Existe a possibilidade. O que não podemos é dizer que o seguro-desemprego está aumentado para todo mundo porque cada setor é um", disse, durante o programa de rádio "Bom dia, ministro".

Lupi avaliou que os setores mais prejudicados pelos efeitos da crise são os que dependem de exportação, mas que o mercado interno brasileiro não enfrenta a mesma situação. Ele citou que o reajuste de R$ 50 no salário mínimo, para R$ 465, injeta R$ 2,6 bilhões a mais na economia. Para Lupi, a administração federal está "fazendo sua parte".

O ministro do Trabalho e Emprego afirmou acreditar que a redução da taxa básica de juros, a Selic, na próxima reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) pode ser maior, mas cobrou de instituições financeiras privadas a redução do spread bancário (diferença entre o custo de captação e a taxa de juros cobrada pelos bancos em empréstimos aos clientes), avaliado por ele como "criminoso" para a população. Na última reunião do Copom, em janeiro, a Selic foi reduzida em um ponto porcentual para 12,75% ao ano. A próxima reunião do Copom acontece em março. As informações são da Agência Brasil.

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