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Brasília, 11 - O governo limitou a 110 o número de contratos de opção que poderão ser comprados pelos produtores de milho no leilão de amanhã. Até o leilão da semana passada, não havia restrição de quantidade.

Cada papel arrematado garante ao produtor a venda de 27 toneladas de milho ao governo no momento da colheita, por um preço fixado previamente. As informações são da assessoria de imprensa da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).

Outra novidade para o leilão de amanhã é a oferta de contratos para Minas Gerais. Dos 20.362 papéis que a estatal vai ofertar amanhã, 1.850 são destinados ao Estado. Também poderão participar os produtores de Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Paraná. Será o quarto leilão em 2009 para incentivar o plantio da safrinha.

Segundo o superintendente de Operações da estatal, João Paulo de Moraes, a decisão de incluir Minas Gerais foi tomada depois de os preços do cereal começaram a cair no estado. "Vamos ofertar contratos em Minas para estimular os produtores a seguirem plantando e para que tenham uma garantia de que irão conseguir vender sua colheita", afirmou.

Os donos de contratos em Goiás, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais e no Paraná receberão do Conab, em 1º de setembro, R$ 8.478 para cada 27 toneladas de milho. Já no Mato Grosso, o valor a ser pago será de R$ 6.912. Se no momento da venda o preço no mercado estiver acima dos valores definidos nos contratos, o agricultor não tem a obrigação de negociar sua colheita com o governo.

Em 2009, a estatal já ofertou 66.672 contratos e leiloou 49.779 (equivalentes a 1,34 milhão de toneladas de milho). Deste total, 19.519 foram arrematados pelos produtores mato-grossenses, 11.112 por goianos, 11.112 por sul-mato-grossenses e 8.036 por paranaenses. Caso todos esses agricultores decidam vender sua produção ao governo no vencimento dos contratos, o investimento da Conab será de aproximadamente R$ 391,46 milhões.

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