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O governo começou a negociar nesta terça-feira a possibilidade de retirar a urgência do projeto de lei que cria o Fundo Soberano. A proposta tramita na Câmara dos Deputados com urgência constitucional vencida desde o dia 14 de setembro.

Acordo Ortográfico No total, sete projetos trancam a pauta do plenário e impedem a votação da Medida Provisória 442, que dá mais poderes ao Banco Central para enfrentar a crise financeira internacional.

A oposição é contra o Fundo Soberano e promete obstruir os trabalhos caso o governo não retire o projeto de pauta. Segundo Maurício Rands (PE), líder do PT, o governo poderá retirar a urgência do Fundo Soberano com a condição de que líderes do governo e da oposição negociem uma data para votar o projeto.

"Eu acho razoável e ninguém depois vai poder dizer que não aceitamos negociar. O Fundo Soberano é um instrumento fundamental para a economia brasileira, mas estamos dispostos a retirar a urgência desde que o assunto não fique prorrogado indefinidamente", avalia. 

Governo x Oposição

Líder do DEM, ACM Neto (BA) afirma que é "absolutamente inoportuno" votar o Fundo Soberano diante da crise financeira internacional. O deputado José Aníbal (SP), líder do PSDB, também é contra o projeto e pondera que o Brasil ainda tem uma dívida interna muito grande, e só países com superávit líquido possuem Fundos Soberanos.

Em contrapartida, Henrique Fontana (PT-RS), líder do governo, defende que o Fundo ajudará a economia a se tornar mais "sólida". "Podemos utilizar esse dinheiro, por exemplo, para financiara exportações. Hoje o crédito para exportadores é um dos maiores problemas conseqüentes da crise internacional", afirma Fontana.

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