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Paris, 16 out (EFE).- O Governo francês garantiu neste sábado uma diminuição no número de manifestantes nas ruas do país contra o atraso da idade de aposentadoria, enquanto os sindicatos afirmam que o movimento mantém sua força.

Paris, 16 out (EFE).- O Governo francês garantiu neste sábado uma diminuição no número de manifestantes nas ruas do país contra o atraso da idade de aposentadoria, enquanto os sindicatos afirmam que o movimento mantém sua força. Segundo dados do Ministério do Interior, faltando contabilizar a participação em Paris e Marselha, as duas principais cidades do país, 340 mil pessoas saíram às ruas em diferentes localidades. Isso representa 40 mil pessoas a menos que no último dia de protesto em um sábado, no último dia 2. Também marca uma queda em relação à jornada de greve geral de terça-feira passada, quando o Governo contabilizou 500 mil manifestantes no fim da manhã. No final do dia, o Ministério do Interior disse que a participação no último dia 2 foi de aproximadamente 900 mil manifestantes. Os sindicatos, por sua parte, dizem que o número de manifestantes é semelhante ao registrado no dia 2, única data com a qual a comparação é possível, já que também se tratava de um fim de semana. À espera dos números oficiais, o secretário-geral do sindicato Force Ouvriére (conhecido pela sigla FO, e cujo nome traduzido para o português é "Força de Trabalho"), Jean-Claude Mailly, afirmou que o número três milhões de manifestantes de há duas semanas será mantido, e até aumentado algumas localidades. Para os líderes sindicais, o movimento não perde força, mas cresce com a incorporação de novos setores, como os estudantes, e de novas atividades, como o bloqueio das refinarias de petróleo e das ações de engarrafamento do trânsito por parte dos caminhoneiros. Este sábado é o nono dia de protesto contra o projeto de Nicolas Sarkozy de atrasar a idade mínima de aposentadoria de 60 para 62 anos, e de 65 a 67 anos para aposentadoria integral. Os sindicatos convocaram outro dia de greve geral para a próxima terça-feira, às vésperas da data na qual o Senado deve votar a reforma da previdência. Alguns líderes operários pediram já uma mudança de estratégia enquanto os senadores adotam a reforma e pedem uma suavização do movimento. Outros sindicatos, por outro lado, querem manter a pressão e incrementá-la com mais interrupções indefinidas em empresas. Os protestos nas refinarias fizeram com que alguns postos de gasolina e centros de transporte sofram com escassez de combustíveis. A ministra da Economia, Christine Lagarde, negou que haja falta de produtos, e pediu aos cidadãos que não façam reserva de combustíveis, pois isso sim pode provocar problemas. EFE lmpg/fm

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