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Primeiro-ministro prometeu reduzir déficit para 7,3% do PIB neste ano e 4,6% no ano que vem

O governo de minoria socialista de Portugal e a oposição social-democrata (PSD) chegaram a um acordo sobre o orçamento de 2011 neste sábado, amenizando a crise política de um dos membros financeiramente mais fracos da zona do euro.

O acordo, confirmado pelo Ministério da Fazenda, vem depois de uma longa disputa entre o governo e o PSD, que ameaçou arruinar o orçamento e mergulhar o país numa paralisia.

"O acordo será assinado hoje no parlamento", disse um porta-voz do ministério das Finanças.

Bruxelas, investidores e grandes bancos em Portugal aumentaram a pressão sobre ambos os lados para chegar a um acordo. Não fazê-lo poderia ter forçado o governo a buscar um resgate financeiro de seus parceiros europeus, como a Grécia fez no início deste ano.

Temores aumentaram após as conversações entre o governo e o PSD fracassarem na quarta-feira. Mas na sexta-feira o primeiro-ministro José Sócrates e o líder do PSD Pedro Passos Coelho disse que estavam abertos a novas negociações, sugerindo que um acordo era possível.

Como o governo não tem maioria, precisou do apoio da oposição para aprovar as medidas.

O PSD tem insistido em mais cortes de gastos e aumentos menores nos impostos para reduzir o déficit orçamentário, afirmando que o estado Português está inchado e que precisa de reformas profundas.

O primeiro-ministro havia prometido reduzir o déficit para 4,6 por cento do PIB no próximo ano, de 7,3 por cento este ano, e precisa do PSD para votar o orçamento ou abster-se de modo a passá-lo. A primeira votação no Parlamento está agendada para quarta-feira.

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