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Rogério Santanna, secretário de Logística e Tecnologia da Informação do Ministério do Planejamento, adotou um discurso mais moderado hoje durante o evento Futurecom. Ele continuou criticando as grandes operadoras pela falta de infraestrutura de banda larga no País, mas disse que está disposto a conversar com essas empresas.

Anteriormente, ele havia dito que o governo iria criar uma estatal com suas redes ópticas e fechar parcerias com pequenas operadoras e provedores.

"Isso não é uma discussão estatizante", disse Santanna. "O plano do governo inclui todas as ações, até redução de impostos. Estamos abertos ao diálogo com todo mundo que estiver interessado. É preciso que retomemos um debate nacional."

Segundo o secretário, a ideia é reunir as redes ópticas do governo federal numa infraestrutura neutra, que possa ser usada por todas as operadoras. "Não excluo nenhum dos agentes", disse. "É uma infraestrutura que o País tem. Não estou pensando que o Estado vá concorrer diretamente com as operadoras, mas levar serviço aos eternamente desconectados. Monopólio estatal não é bom e monopólio privado também não é."

Ele criticou a cobertura dos serviços de telecomunicações. "O negócio de telecomunicações do Brasil está restrito a 300 cidades, que concentram 90% dos negócios", disse o secretário. "A infraestrutura é estratégica para nossa inserção no comércio eletrônico internacional.

O concorrente da livraria está a dois cliques de distância."

Ele destacou que faz cinco anos que está discutindo esse tema.

Santanna disse que a Telebrás, se for adotada para administrar as redes, não será uma grande empresa. "Ela pode ser usada com rapidez para assumir esse processo, mas existem outras opções", afirmou o secretário. Ele também afirmou que existem outras opções sendo estudadas pelo governo, como o Serpro e a Dataprev, ou até mesmo a iniciativa privada.

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