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Secretário-executivo do Ministério do Desenvolvimento indicou que ações podem ocorrer no segmento de crédito ainda neste trimestre

O secretário-executivo do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Alessandro Teixeira, disse nesta segunda-feira que neste trimestre novas medidas de incentivo às exportações devem ser adotadas pelo governo.

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Ele, no entanto, não adiantou quais poderiam ser essas ações, mas indicou que podem ocorrer no segmento de crédito. Segundo Teixeira, as medidas deverão incentivar as exportações de manufaturados, de alta e média tecnologias.

"Sempre que pensamos em medida, o crédito é um elemento importante e um dos pontos fracos do cenário internacional", afirmou o secretário-executivo.

Segundo Teixeira, as medidas deverão incentivar as exportações de manufaturados, de alta e média tecnologias.

O secretário ponderou que 2012 começa com uma taxa de câmbio mais favorável às exportações do que a do início de 2011, mas ponderou que o ano traz preocupações, como a possibilidade de um crescimento menor da China, baixo crescimento da economia americana e escassez de crédito internacional.

Nesta segunda-feira, o dólar fechou a R$ 1,8694 para venda, com pequena variação positiva de 0,05%.

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Nesse cenário incerto, o governo decidiu que não vai divulgar, pelo menos por enquanto, sua meta de exportações para o ano. Segundo Teixeira, o número será anunciado até o fim do primeiro trimestre. Ele, contudo, disse que o país deverá ter superávit comercial em 2012 e crescimento das exportações.

A balança comercial brasileira fechou 2011 com saldo positivo acumulado em US$ 29,790 bilhões, sendo que somente em dezembro o superávit ficou em US$ 3,8 bilhões, informou nesta segunda-feira o ministério.

O resultado do ano foi o melhor desde 2007, quando o superávit acumulado havia ficado em US$ 40 bilhões. A cifra de 2011 é 47,8% maior do que o saldo visto em 2010, de US$ 20,155 bilhões.

As exportações ficaram em dezembro em US$ 22,129 bilhões e no acumulado do ano, em US$ 256,041 bilhões. A cifra ficou ligeiramente abaixo da meta do governo, de US$ 257 bilhões para 2011 todo.

O principal destino das vendas brasileiras no exterior foi a Ásia, com 30% do total, com a China sozinha respondendo por 17,3%.

O ministério informou ainda que as importações ficaram em US$ 18,312 bilhões em dezembro e em US$ 226,251 bilhões em 2011.

De acordo Teixeira, o comércio exterior brasileiro deve fechar 2011 representando 1,42% do comércio mundial. Em 2010, essa fatia foi de 1,30%.

As exportações de produtos industrializados aumentou 19,1% de 2010 para 2011, chegando a US$ 128,330 bilhões. Já as vendas de produtos básicos cresceram 36,1%, para US$ 122,457 bilhões.

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