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O presidente dos Estados Unidos Barack Obama afirmou nesta segunda-feira que pode investir US$ 6 bilhões na montadora Chrysler se ela conseguir se reestruturar. Obama anunciou nesta segunda-feira um pacote de ajuda às montadoras GM e Chrysler, fortemente atingidas pela crise financeira internacional.

Obama afirmou que o governo deu um prazo de 30 dias para que a Chryslerapresente um acordo que permita a sua restruturação, e afirmou que o melhor caminho é a associação com a italiana Fiat. Segundo ele, a situação da Chrysler é mais difícil do que a da GM.

AP
Obama fala sobre as montadoras

Já a GM terá 60 dias para apresentar um plano de reestruturação. "Os EUA não estão interessados em controlar a GM. Queremos dar a eles as oportunidades para emergir desta crise", afirmou Obama. O presidente se mostrou confiante e afirmou estar certo de que a GM sairá da crise.

O presidente afirmou que, caso General Motors e Chrysler não apresentem planos que permitam o retorno da rentabilidade, é possível que precisem recorrer ao processo de bancarrota "como um mecanismo para ajudá-las a se reestruturar rapidamente e emergir fortes".

Se essa opção for empregada, essas empresas poderão "sanar antigas dívidas que estão pesando sobre elas para voltarem para aos trilhos", ressaltou Obama.

"Esta indústria é única, é um emblema do espírito americano. Não podemos fazer a sobrevivência da nossa indústria automobilística depender indeterminadamente dos impostos dos contribuintes. Essas companhias, e esta indústria, devem fundamentalmente se reerguerem sozinhas, não às custas do governo", acrescentou o presidente norte-americano.

"Não podemos, não devemos e não permitiremos que nossa indústria automobilística simplesmente desapareça", afirmou Obama.

Segundo o presidente, as montadoras GM e Chrysler não estão se reestruturando "com a suficiente rapidez", e por isso terão um "período limitado" para resolver seus problemas.

Obama advertiu que "existem empregos que não poderão ser salvos e fábricas que não serão reabertas". "Este setor é, mais que nenhum outro, um emblema do espírito americano e um símbolo do sucesso dos Estados Unidos", disse Obama. "É um dos pilares de nossa economia", que, segundo ele, ainda tem capacidade para gerar empregos.

A GM e a Chrysler receberam um total de US$ 17,4 bilhões em empréstimos do governo em dezembro e pediram mais US$ 22 bilhões para se manterem operando este ano. A força-tarefa de Obama para montadoras avaliou os planos das montadoras para julgar se merecem recursos adicionais. O veredicto divulgado domingo foi de que, em sua forma atual, os planos não justificam a entrega de mais dinheiro dos contribuintes às empresas.

(Com informações da EFE, AFP e Agência Estado)

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