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O ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, divulgou nesta segunda-feira a concessão da licença ambiental para que comece a instalação do canteiro de obras da hidrelétrica de Santo Antônio, no Rio Madeira, em Rondônia (RO). Minc listou entre as exigências para a construção, que é uma aposta do governo para aumentar o potencial energético do país, o investimento de R$ 30 milhões dos construtores no sistema de saneamento na capital do estado, Porto Velho, e a criação e dois parques de conservação e duas reservas indígenas próximos na Amazônia.

O empreendedor [consórcio liderado pela Construtora Odebrecht] vai ter que adotar dois parques nacionais importantes, duas reservas indígenas, contribuirá para o saneamento de Porto Velho com R$ 30 milhões e ajudará os bombeiros e o batalhão florestal da Polícia Militar de Rondônia para prevenir incêndios florestais, citou Carlos Minc, acrescentando que, ao todo, o governo faz 40 exigências ambientais complementares às que já haviam sido definidas nos projetos iniciais da hidrelétrica.

O ministro fez questão de desabafar e rebater as constantes críticas feitas aos órgãos ambientais em relação à demora no processo de licenciamento. Segundo ele, o consórcio empreendedor entregou os últimos documentos na semana passada, o que ele classificou como inadmissível.

Tanto a Agência Nacional de Águas (ANA) quanto o Ibama trabalharam em condições que não são ideais, mas concederam a licença porque é uma questão importante para o país. Estamos entregando a licença em tempo recorde com responsabilidade e mão pesada na mitigação, ou seja, compensações ambientais da obra, reclamou o ministro.