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Representantes do governo argentino e dos líderes agrários retomaram nesta terça-feira o diálogo, após a rebelião do campo contra a adoção de impostos progressivos sobre as exportações de grãos.

A presidente Cristina Kirchner entregou a delicada negociação ao secretário da Agricultura, Carlos Cheppi, que recebeu os dirigentes das quatro entidades mais importantes dos produtores agropecuários.

"Foi uma reunião franca", disse o funcionário ao final do encontro, qualificado de "oportuno" por Eduardo Buzzi, representante dos pequenos e médios produtores.

Cheppi tomou posse no final de julho, e sua nomeação foi bem aceita pela direção agrária, que o considera um técnico de ampla experiência, procedente do Instituto Nacional de Tecnologia Agropecuária (INTA).

A rebelião agrária explodiu após o governo de Cristina Kirchner aplicar um sistema de impostos progressivos, que subiam com os preços internacionais dos grãos, especialmente a soja.

O lockout agrário abalou a economia argentina, e provocou a renúncia do ministro da Economia, Martín Lousteau, e do chefe de Gabinete, Alberto Fernández.

O movimento também mobilizou a classe média argentina e deu força a um setor do peronismo que desafia a hegemonia do casal Kirchner, indiscutível antes do conflito.

Diante da situação, a presidente enviou seu projeto de impostos ao Congresso, mas a medida foi derrubada no Senado, com o voto de minerva do vice-presidente, Julio Cobos.

jos/LR

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