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O governo de Angela Merkel adotou nesta terça-feira um segundo plano de retomada econômica, de um volume de 50 bilhões de euros, o mais importante do pós-guerra, enquanto a Alemanha mergulha na crise.

O plano, que será adotado em dois anos e cujas modalidades foram debatidas durante semanas entre aliados da coalizão governista conservadores/social-democratas, deve ainda ser votado no parlamento até o fim do mês.

Berlin adotou há alguns meses um plano de retomada de 31 bilhões de euros, de cara considerado insuficiente diante da gravidade da crise econômica.

Merkel, muito criticada interna e externamente por suas atitudes tímidas diante da crise, afirmou nesta terça-feira que a decisão de adotar um segundo plano de retomada era a "decisão mais difícil" que já tomou em termos de política interna".

"A Alemanha sairá mais forte da crise do que quando ela começou", afirmou, otimista, a chanceler conservadora.

O plano, que inclui gastos significativos em infra-estrutura e reduções de impostos, provocará um aumento do déficit público.

O ministro das Finanças, Peer Steinbrück, reconheceu que o déficit passará no próximo ano do teto de 3% do PIB do Pacto de Estabilidade da União Européia.

Berlim espera um recuo do crescimento de 2,25% este ano, com meio milhão de desempregados.

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