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O primeiro-ministro britânico, Gordon Brown, considerou nesta segunda-feira que o próximo presidente dos Estados Unidos terá um papel central na estabilidade da economia mundial, abalada pela crise financeira.

Na véspera da eleição presidencial americana, que opõe o democrata Barack Obama ao republicano John McCain, Brown destacou durante uma conferência sobre o petróleo organizada anualmente em Abu Dhabi que é necessária uma "maior cooperação internacional" para enfrentar as turbulências financeiras e derrotar o protecionismo.

O premier britânico, que tem se empenhado em buscar uma resposta mundial para a crise, fez estas declarações no terceiro dia de uma viagem pelo Golfo, durante a qual tratou de convencer três ricas monarquias petroleiras árabes a contribuirem para as finanças do Fundo Monetário Internacional (FMI), para ajudá-lo a lutar contra a crise.

Brown quer mobilizar centenas de bilhões de dólares para combater a crise, como explicou aos dirigentes da Arábia Saudita e do Qatar e como pretende explicar também aos líderes dos Emirados Árabes Unidos.

O FMI dispõe atualmente de 250 bilhões de dólares, e se prepara para socorrer nações como Islândia, Hungria e Ucrânia. Brown insistiu na necessidade de impedir que a crise se alastre para outros países.

"A próxima etapa da globalização vai exigir ainda mais cooperação internacional, e a liderança norte-americana será fundamental para seu sucesso", afirmou o premier.

"Nas próximas semanas e meses, o mundo vai querer trabalhar estreitamente com a América em prol de um objetivo comum", acrescentou.

Isso incluirá, segundo ele, a recuperação da economia, a reforma do sistema financeiro, uma ação em favor do livre-comércio e para vencer o protecionismo e um esforço para a paz no Oriente Médio.

O premier britânico também disse que os países do Golfo deverão exercer um papel mais importante no FMI se contribuírem para o fundo.

"Aceito o argumento segundo o qual os países que contribuem para as finanças do FMI têm que poder opinar sobre seu funcionamento, e isso faz parte de nosso projeto de reforma" das instituições internacionais, afirmou Brown.

A viagem ao Golfo do primeiro-ministro britânico acontece pouco antes da reunião do G-20, marcada para o dia 15 de novembro em Washington e durante a qual deve ser discutida uma reforma do FMI.

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