Tamanho do texto

O Google está permitindo que os editores de conteúdo pago limitem o número de artigos e notícias acessíveis de maneira gratuita pelos usuários de seu mecanismo de busca, uma concessão à cada vez mais descontente indústria da mídia. Houve uma intensificação nas críticas às práticas do Google por parte das empresas de mídia - principalmente na voz do presidente e diretor-executivo da News Corp.

, Rupert Murdoch - que se queixam do lucro que o Google obtém a partir das páginas de notícias disponíveis na rede.

Numa atualização de seu blog oficial publicada na terça- feira, Josh Cohen, gerente sênior de produtos do Google, disse que a empresa tinha lançado uma nova versão do seu programa First Click Free (primeiro clique grátis) para que os editores possam limitar o acesso gratuito dos usuários a apenas cinco artigos diários antes que seja exigida uma assinatura ou o registro do usuário.

Anteriormente, cada clique feito nestes sites por um usuário do sistema de buscas do Google era tratado como gratuito.

"Para os usuários do Google, pode ser que seja exibida uma página solicitando a assinatura depois de terem sido acessados cinco ou mais artigos num mesmo dia no site de um editor que faça uso do First Click Free. Isto permite ao mesmo tempo que os editores se concentrem nos assinantes em potencial, aqueles que acessam seu conteúdo com regularidade", escreveu Cohen em seu blog.

Na terça-feira, em conferência realizada em Washington, Murdoch disse que as empresas de mídia deveriam cobrar pelo acesso ao conteúdo que produzem e impedir que agregadores de notícias como o Google "ajam como parasitas dos esforços e investimentos alheios".

COEXISTÊNCIA

Cohen destacou que as editoras e o Google podem coexistir, e apontou a possibilidade de as empresas cobrarem pelo acesso ao seu conteúdo mantendo simultaneamente a disponibilidade gratuita no Google por meio da versão atualizada do programa de cliques.

"As duas alternativas não são mutuamente excludentes", disse Cohen. "Afinal, seja para o conteúdo oferecido de forma gratuita ou para aquele disponibilizado mediante a cobrança de uma taxa, é fundamental que as pessoas sejam capazes de encontrá-lo. O Google pode ajudar nesse aspecto."

Cohen disse que o Google começará a classificar, indexar e tratar como "gratuitas" quaisquer páginas oferecidas como amostra grátis - normalmente a manchete e os primeiros parágrafos de uma matéria - pelas páginas de acesso pago. Dessa forma, os usuários teriam acesso ao mesmo conteúdo que seria exibido gratuitamente aos usuários de um determinado site de mídia, e as matérias de acesso "restrito a assinantes" seriam exibidas no Google News.

"A classificação destes artigos será submetida aos mesmos critérios das demais páginas no Google, sejam de acesso pago ou gratuito", disse Cohen. As informações são do jornal O Estado de S.Paulo.

    Faça seus comentários sobre esta matéria mais abaixo.

    Notícias Recomendadas