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O presidente da General Motors (GM) do Brasil, Jaime Ardila, reafirmou ontem que o plano de reestruturação entregue pela matriz ao governo dos Estados Unidos exclui o Brasil de qualquer ação que envolva fechamento de fábricas, demissões em massa e suspensão de investimentos. No Brasil, todos os projetos estão mantidos, assim como o investimento anunciado de US$ 1,5 bilhão, disse Ardila.

Parte de outro aporte de US$ 1 bilhão que vem sendo negociado com a matriz deve ser anunciado no segundo trimestre deste ano.

Ainda que não faça parte do plano de cortes de 47 mil funcionários (dos quais 26 mil fora dos EUA), a filial brasileira deve alterar seu quadro em razão da menor demanda esperada para o mercado. A GM prevê queda de 15% nas vendas ante 2008, para 2,4 milhões de veículos. "A América Latina, incluindo o Brasil, não será impactada pelo plano de reestruturação”, reforçou Ardila.

Com isso, a empresa não deve renovar boa parte dos 1.633 contratos temporários que vencem a partir de março na fábrica de São Caetano do Sul (SP). Os funcionários operavam no terceiro turno criado em 2008 e suspenso este ano. "Vamos renovar apenas os que precisamos", avisou Ardila, que tomará a decisão em um mês.

A única medida que atinge a filial envolve o próprio executivo. Seguindo normas da companhia, ele terá seu salário reduzido em 10%. "Eu serei impactado”, admitiu, ao ser questionado sobre cortes nos salários de executivos que vai vigorar de 1º de maio até o fim do ano. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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