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Os dirigentes do construtor automobilístico em dificuldades General Motors (GM) estão mais abertos à ideia de uma reestruturação via lei de quebras, afirmou nesta sexta-feira o Wall Street Journal, citando fontes próximas ao caso.

O grupo deseja ainda evitar o regime de falências, segundo o jornal, mas seus dirigentes estão dispostos a estudar esta opção, desde que a reorganização do grupo seja financiada pelo governo.

Nestas condições, uma reestruturação pode ser mais rápida do que se a GM mantiver seu plano de recuperação sozinha, porque diversos elementos chaves das concessões requeridas aos parceiros, sindicatos, credores, fornecedores, seriam negociados antecipadamente, com a supervisão de Washington.

A GM pode viver apenas "60 dias de caos" para esta reestruturação, antes de sair do regime de quebras, segundo o jornal. Sem ajuda governamental, o processo de falência pode durar vários meses, ou até vários anos.

A GM repetiu diversas vezes nos últimos meses que preferia se reestruturar sozinha com uma ajuda financeira do Estado, mais do que se reestruturar sob o regime de falências, especificamente o capítulo 11 da lei, advertindo que esta opção teria consequências desastrosas sobre as vendas e os empregos.

O grupo recebeu uma ajuda federal de 13,4 bilhões de dólares desde dezembro, o que lhe permitiu adiar por alguns meses o cenário de uma crise de liquidez.

A mudança de tom do lado da direção da GM coincide com o relatório divulgado na quinta-feira sobre as conclusões de seus auditores, levantando dúvidas substanciais sobre a sobrevivência da GM.

aa/lm

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