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No dia em que a Usiminas anunciou seus planos de segregar seus ativos de mineração, com a possibilidade de buscar sócios estratégicos, seguindo os moldes da estratégia já anunciada pela Companhia Siderúrgica Nacional (CSN), a Gerdau sinalizou que poderá acompanhar os passos das concorrentes. Em teleconferência realizada com analistas, o presidente André Gerdau Johannpeter afirmou que a empresa poderá fazer negócios nesta área com uma empresa de mineração ou então iniciar a exportação do minério de ferro.

No entanto, ele destacou que nos próximos dois anos a sua prioridade é atingir 80% de autossuficiência em minério de ferro para a produção de aço. "A prioridade é a autossuficiência, mas não quer dizer que não podemos olhar outras alternativas, como fazer negócio com empresa de mineração ou exportar o insumo", disse. Depois desse prazo de dois anos, a empresa estudará "outras alternativas", segundo ele.

A Gerdau também informou ontem que pretende ampliar sua capacidade de laminação de aços especiais no Brasil. Segundo o presidente da empresa, o investimento tem como objetivo atender à demanda da indústria automotiva local. "Hoje, temos capacidade suficiente, mas projetos como este precisam ser estudados com antecedência", disse Gerdau. O executivo não detalhou o prazo ou o porte deste investimento.

Segundo o balanço do quarto trimestre divulgado ontem pela companhia, as vendas de aços especiais somaram 568 mil toneladas, alta de 19,6% ante o terceiro trimestre. Em 2009, as vendas somaram 1,86 milhão de toneladas, abaixo das 2,66 milhões de toneladas vendidas em 2008.

A Gerdau encerrou o ano com lucro líquido de R$ 1,005 bilhão, número79,7% inferior ao de 2008. A receita líquida da empresa no ano passado somou R$ 26,540 bilhões, o que representa uma queda de 36,67% em relação a 2008.

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