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Moscou, 12 jan (EFE).- O consórcio russo Gazprom retomará o fornecimento de gás natural à Europa através da Ucrânia logo que o país vizinho crie as condições necessárias, declarou hoje o porta-voz do Governo da Rússia, Dmitry Peskov.

"Caso dependesse da Rússia, da Gazprom, o fornecimento jamais teria sido interrompido", declarou Peskov a um grupo de jornalistas, após ser anunciado que a Ucrânia tinha assinado pela segunda vez, a pedido de Moscou, o protocolo de controle internacional sobre o trânsito de gás russo à Europa por território ucraniano.

O porta-voz do Governo expressou sua esperança de que as pessoas que assinaram o documento pela parte ucraniana, já assinado pela Rússia e pela União Européia (UE), tivessem mandato para isto.

Segundo a agência "Interfax", o protocolo foi assinado pelo vice-primeiro-ministro ucraniano, Grigori Nemyria, e pelo vice-presidente da estatal ucraniana do setor do gás Naftogaz, Vladimir Trikólich.

"Claro, isto é estranho", comentou Peskov ao se referir à categoria dos signatários pela parte ucraniana e disse que a Ucrânia questiona os acordos de passagem assinados em 2007 com o argumento de que supostamente o funcionário que os assinou não estava autorizado para isto.

A Ucrânia teve que assinar pela segunda vez o documento já assinado por Rússia e UE, após Moscou rejeitar de forma taxativa um manuscrito acrescentado pela parte ucraniana.

O presidente da Rússia, Dmitri Medvedev, ordenou ontem à noite ao Governo que não retome o fornecimento de gás à Europa pela Ucrânia até este país não revogar a declaração unilateral que acrescentou em sua assinatura do protocolo de controle internacional.

Medvedev deu esta instrução após seu ministro de Relações Exteriores, Serguei Lavrov, lhe assegurar que a declaração ucraniana "contém afirmações falsas de que Ucrânia não desviou o gás russo destinado à Europa". EFE bsi/fal

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