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No mês das férias, turistas gastaram US$2,2 bilhões fora do País; resultado é 42% maior que o registrado em igual período de 2010

Os gastos de brasileiros em viagem ao exterior durante as férias de julho somaram US$ 2,196 bilhões, o equivalente a  R$ 3,533 bilhões, segundo informações divulgadas nesta terça-feira pelo Banco Central. Esse resultado é o maior para o mês de julho e para um único mês, desde o início da série histórica em 1969, e supera em 42,87% o registrado em igual período de 2010 quando o resultado ficou em US$ 1,537 bilhões - cerca de R$2,473 bilhões.

O recorde anterior para um período de 30 dias havia sido verificado em abril deste ano, quando o gasto total no exterior foi de US$1,943 bilhão. Em junho, os gastos haviam atingido US$ 1,854 bilhão, a segunda maior marca da história até então.

A valorização do real sobre o dólar , o bom desempenho do mercado de trabalho, com a redução no nível de desemprego e a elevação na renda média da população, são alguns dos fatores que têm contribuído para estimular os gastos dos turistas brasileiros no exterior.

A expansão dos gastos ocorre a despeito da decisão do governo de elevar o Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) para compras feitas no exterior com cartão de crédito.

Gasto dos brasileiros no exterior

Evolução das despesas dos turistas fora do País em meses de julho

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Fonte: Banco Central

No acumulado em sete meses do ano, até julho, os gastos de brasileiros no exterior atingiram o valor recorde de US$ 12,380 bilhões (equivalente a R$ 19,921 bilhões). Esse desempenho é 44,17 % maior que o registrado em igual período de 2010 quando o volume de despesas fora do Brasil ficou em US$ 8,587 bilhões - cerca de R$ 13,817 bilhões.

Os gastos de estrangeiros no Brasil, por sua vez, somaram US$ 3,859 bilhões de janeiro a julho deste ano, contra US$ 3,371 bilhões observados em igual período de 2010, um crescimento de 14,47%. Em julho deste ano, esses gastos ficaram em US$ 489 milhões, contra US$ 438 milhões no mesmo intervalo um ano antes.

Balanço de pagamentos

No ano, até julho, o balanço de pagamentos – que engloba todas as transações do Brasil com o exterior – registra superávit de US$ 50,295 bilhões, um crescimento de 171,7% em relação a igual período de 2010 (US$ 18,511 bilhões). Em julho, o saldo está positivo em US$ 7,385 bilhões.

Já as transações correntes – que levam em conta os resultados de balança comercial, serviços e rendas – acumulam déficit de US$ 28,945 bilhões, ou 2,09% do PIB. O saldo negativo é 1,79% maior que o registrado em igual período de 2010 (US$ 28,436 bilhões).

Em julho, as transações correntes ficaram deficitárias em US$ 3,497 bilhões. No acumulado em 12 meses, o déficit é de US$ 47,9 bilhões, o equivalente a 2,10% do PIB, segundo informou o Banco Central.

A balança comercial acumula superávit de US$ 16,102 bilhões no ano, até julho, com alta de 74,5% em comparação com igual período de 2010 (US$ 9,227 bilhões). Em julho, o saldo positivo é de US$ 3,135 bilhões.

De acordo com o Banco Central, a conta financeira registrou entradas de US$ 77,741 bilhões até julho, volume 58,8% maior que um ano antes. No mês passado, o ingresso foi de US$ 10, 706 bilhões, com destaque para a entrada de US$ 5,971bilhões em investimentos estrangeiros diretos (IED).

Nos sete primeiros meses do ano, ingressaram no País US$ 38,448 bilhões em IED.

A conta de serviços, na qual estão incluídos os gastos de brasileiros no exterior, registrou déficit de US$ 21,357 bilhões no ano, até julho, aumento de 31,16% em comparação com igual período de 2010 (US$ 16,283 bilhões). Em julho, o saldo ficou negativo em US$ 3,485 bilhões, 25,7% acima do resultado de julho de 2010.