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O ministro da Previdência, Carlos Eduardo Gabas, garantiu hoje que a situação previdenciária do Brasil não chegará ao ponto que está sendo visto hoje na França

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O ministro da Previdência, Carlos Eduardo Gabas, garantiu hoje que a situação previdenciária do Brasil não chegará ao ponto que está sendo visto hoje na França. Por causa de uma proposta do governo francês de elevar a idade mínima para aposentadoria dos 60 para os 62 anos, uma série de greves está ocorrendo no país europeu. "Não vamos deixar o Brasil ficar como a França, é preciso planejamento. O Brasil tem pé no chão", afirmou.

Para o ministro, os países europeus "se achavam muito poderosos" e, por isso, não modernizaram as regras da Previdência, acompanhando o desenvolvimento da sociedade. Ele disse também que o problema não está restrito à França. "A Inglaterra também está numa pindaíba danada", observou. Gabas avaliou que a crise financeira internacional foi o ápice dos problemas nesses países. "Não previram a possibilidade de passarem por uma situação de dificuldade. Agora, estão fazendo as coisas no afogadilho", disse.

A visão do atual governo, de acordo com o ministro, é a de que mudanças não precisam ser feitas de forma apressada no Brasil. "Não é preciso fazer guerra como a sociedade está fazendo lá. Para nós, (Previdência) é uma questão de política pública", afirmou. Ele disse também que o atual governo, que se encerra no fim de dezembro, não tratará de nenhuma mudança pontual ou de reforma da Previdência.

Gabas manteve a promessa de que, no último dia do ano, entregará um documento para o próximo presidente com o diagnóstico e algumas propostas para serem implantadas na Pasta. "Não defendo uma reforma, que é constitucional. Mas ajustes pontuais poderão ser feitos", disse. Para o curto prazo, o ministro disse mais uma vez que gostaria de ver a separação das contas da previdência urbana e rural. O pedido já foi feito ao Ministério da Fazenda, que está estudando o assunto. Não há prazos, no entanto, para que a proposta entre em vigor. "Se estivermos no governo, vamos fazer e se não estivermos no próximo governo, vamos cobrar", disse.

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