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Por Phal Gualbert Mezu

LIBREVILLE (Reuters) - O Gabão está disposto a rever um contrato que assinou com uma firma chinesa em 2006 para o desenvolvimento do projeto de extração de minério de ferro de Belinga, no país centro-africano, disse um funcionário do governo na noite de segunda-feira.

Por Phal Gualbert Mezu

LIBREVILLE (Reuters) - O Gabão está disposto a rever um contrato que assinou com uma firma chinesa em 2006 para o desenvolvimento do projeto de extração de minério de ferro de Belinga, no país centro-africano, disse um funcionário do governo na noite de segunda-feira.

O anúncio foi feito pouco depois de uma delegação da mineradora brasileira Vale reunir-se com o presidente do Gabão, Ali Bongo, que fez da expansão das minas de seu país uma das bases da política econômica, desde que tomou o lugar de seu falecido pai, no ano passado.

A China National Machinery and Equipment Import and Export Company (CMEC) passou à frente da Vale em 2006, assinando com o Gabão um acordo pelo qual se comprometia a construir uma mina, mas as obras ainda não foram além dos estudos de viabilidade, e o projeto vem sendo fortemente criticado por grupos ambientalistas.

O Gabão, para cujo governo a diversificação da economia do país, dependente do petróleo, é uma das prioridades principais, está ansioso para que o projeto de Belinga se concretize, e uma revisão do contrato fechado com a CMEC pode abrir as portas à Vale.

"Uma carta oficial foi enviado à parte chinesa para convidá-la a voltar à mesa de negociações", disse um funcionário do governo do Gabão que trabalha sobre a questão de Belinga. "É questão de rever o acordo assinado com a parte chinesa", disse ele, exigindo anonimato para falar.

O funcionário disse à Reuters que o Gabão pode convidar outras partes além da CMEC a participar em Belinga, especialmente "os brasileiros, que possuem know-how comprovado."

A Vale é a maior produtora mundial de minério de ferro bruto usado na produção de aço. Os preços do minério de ferro para entrega imediata dobraram no mercado desde setembro do ano passado.

"O Gabão possui reservas minerais de boa qualidade e bom volume, como o projeto de Belinga, e a demanda global crescente exige o lançamento de novos projetos", disse o diretor de Pesquisas Minerais da Vale, Eduardo Ledsham, durante sua visita.

O presidente Bongo expressou sua satisfação com o fato de que a Vale, que já é ativa no setor de manganês do Gabão, "desejar contribuir para o progresso do Gabão", disse o funcionário do governo.

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