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Com mercados já fechados, no entanto, a reação não reverteu a queda das bolsas europeias e asiáticas

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Corretor da Bolsa de Nova York lamenta durante mais uma semana difícil para os mercados
AFP
Corretor da Bolsa de Nova York lamenta durante mais uma semana difícil para os mercados
Depois da pior semana vivida pelos mercados desde a quebra do Lehman Brothers, em 2008, as bolsas no Brasil e nos Estados Unidos esboçaram uma reação ontem , depois que os chefes de governo do G-7 convocaram uma reunião de emergência - para tentar evitar uma nova recessão - e o primeiro-ministro italiano, Silvio Berlusconi, anunciou novas medidas de austeridade. Dados melhores no mercado de trabalho nos EUA também ajudaram. Com os mercados já fechados, a reação não teve tempo de reverter a queda das bolsas europeias e asiáticas. 

A reunião dos países ricos foi anunciada após conversa telefônica entre os chefes de governo de Franca, Reino Unido, Alemanha, Espanha, Itália e o presidente do Conselho da Europa. A decisão, porém, foi de limitar o encontro aos países ricos, rompendo uma prática desde a eclosão da crise mundial de chamar à mesa os países emergentes, como o Brasil, para buscar soluções para crises internacionais. O G-20 não foi convocado. 

O dia de ontem foi de volatilidade em todo o mundo e de mais quedas nas bolsas europeias, diante dos temores em relação à incapacidade de Itália e Espanha pagarem suas dívidas. O mercado apenas respirou aliviado por alguns instantes com os dados do desemprego americano, melhores que o esperado. A taxa de desemprego caiu para 9,1% em julho, de 9,2% em junho, e foram criados 154 mil empregos. 

No Brasil, a Bovespa fechou em alta de 0,26% . Nos Estados Unidos, o índice Dow Jones fechou com alta de 0,54%. Mas o temor de uma nova recessão e de um contágio da crise na Europa prevaleceu, pelo menos nas bolsas europeias, que fecharam com fortes quedas. Frankfurt recuou 2,78%; Londres, 2,71%; e Paris, 1,26%. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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