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Em encontro na Coreia do Sul, países europeus concordaram em ceder duas de suas oito cadeiras no conselho do Fundo

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O G-20, grupo que reúne países industrializados e os principais emergentes do mundo, concordou com uma reforma histórica do Fundo Monetário Internacional (FMI), disse o diretor-gerente do Fundo, Dominique Strauss-Kahn. "Seremos um quadro totalmente legítimo", disse ele. "Isso representa a maior reforma já feita na governança da instituição".

Os países europeus concordaram em ceder duas de suas oito cadeiras no conselho do Fundo que, em vez ter seus membros apontados, será inteiramente eleito. A reforma tem como objetivo atualizar a estrutura anacrônica que baseava-se no equilíbrio de forças após a II Guerra Mundial e dá aos países emergentes uma representação mais proporcional na instituição, com mais voz e poder de voto.

O conselho do FMI vai se reunir nas próximas semanas para ratificar a decisão. Vai levar cerca de um ano para que os europeus decidam quais de seus menores países cederão as cadeiras. EUA, Japão, Reino Unido, Alemanha, França, Itália, Brasil, Rússia, Índia e China manterão seus assentos como maiores acionistas.

nullO presidente do banco central da China, Zhou Xiaochuan, disse que seu país apoia a reforma de cotas no FMI, de acordo com um comunicado divulgado pela agência de notícias Xinhua. Zhou afirmou ainda que, como maior país em desenvolvimento, a China tem de ganhar mais representação no Fundo.

Separadamente, o ministro de Finanças da China, Xie Xuren, exortou os principais países com moedas de reserva a adotar políticas econômicas responsáveis e manter suas taxas de câmbio relativamente estáveis para reduzir o efeito prejudicial de contágio de suas políticas monetárias. Ele acrescentou que a China continuará impulsionando o consumo doméstico como parte de seus esforços para reequilibrar a economia nos próximos cinco anos.

Já o ministro de Finanças da Índia, Pranab Mukerjee, disse que a credibilidade do FMI foi "corrigida, (ainda que) não totalmente, mas substancialmente" com a reforma acordada na reunião do G-20. A Índia, segundo ele, queria "um pouco mais", mas acredita que "o que foi obtido é significativo". As informações são da Dow Jones.

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