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Seul, 21 out (EFE).- Os ministros de Finanças e diretores de bancos centrais do Grupo dos Vinte (G20, que reúne os países ricos e os principais emergentes) se reúnem a partir de amanhã, ao longo de dois dias, na cidade sul-coreana de Gyeongju para debater medidas para frear a volatilidade das divisas.

Seul, 21 out (EFE).- Os ministros de Finanças e diretores de bancos centrais do Grupo dos Vinte (G20, que reúne os países ricos e os principais emergentes) se reúnem a partir de amanhã, ao longo de dois dias, na cidade sul-coreana de Gyeongju para debater medidas para frear a volatilidade das divisas. Além de preparar a cúpula dos chefes de Estado e de Governo do G20, que será realizada nos dias 11 e 12 de novembro em Seul, a reunião de Gyeongju tentará servir para evitar movimentos bruscos nas taxas de câmbio que provocam desequilíbrios na economia mundial. A chamada "guerra de divisas" é vista como um foco de instabilidade em plena recuperação, já que faz com que alguns países ganhem competitividade nos mercados mediante a desvalorização de sua moeda. Estados Unidos criticam à China por manter o iuane artificialmente baixo para favorecer suas exportações, enquanto países como o Japão serão obrigados a intervir no mercado de maneira extraordinária para colocar freio à valorização de sua moeda. O dólar experimentou uma perda de valor diante das moderadas previsões de recuperação da primeira economia mundial e pela possibilidade de o Federal Reserve (banco central americano) aprove novas medidas de flexibilização monetária. O alcance de um consenso entre o grupo das grandes economias, lideradas pelos Estados Unidos, Europa e Japão, frente à postura dos países emergentes como China e Brasil, será chave para assentar as bases para a cúpula de Seul, que procura consolidar um marco para a recuperação da economia mundial. Já o secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Timothy Geithner, se mostra a favor de um dólar forte, enquanto pediu a Pequim que permita a apreciação do iuane. China anunciou na terça-feira uma alta das taxas de juros, o que é interpretado como um sinal a favor de que sua moeda se aprecie de acordo com a evolução de sua economia. Outro assunto que será tratado no complexo hoteleiro de Gyeongju será a reforma do Fundo Monetário Internacional (FMI), que gera controvérsia diante da mudança no equilíbrio de poder na instituição a favor dos países em desenvolvimento. Ao longo dos dois dias também serão discutidas a saúde fiscal e as medidas para vigiar melhor os riscos na economia e alcançar um crescimento estável, sustentado e equilibrado. Neste sentido os participantes, entre os quais aparece como país convidado Espanha, representado pela ministra da Economia, Elena Salgado, falarão da imposição de medidas mais estritas no setor financeiro para evitar repetir a crise suscitada em 2008. Na cúpula de Seul, na qual o presidente sul-coreano, Lee Myung-bak, será o anfitrião, o G20 espera consolidar-se como o fórum de discussão mundial com a união das vozes dos países ricos e as economias emergentes. O G20 é formado pelos sete países mais industrializados (EUA, Reino Unido, Canadá, Itália, França, Alemanha e Japão) junto à Argentina, Austrália, Brasil, China, Índia, Indonésia, México, Rússia, Arábia Saudita, África do Sul, Coreia do Sul, Turquia e a Presidência da União Europeia (UE). EFE jmr/dm

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