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São Paulo, 13 abr (EFE).- A fusão dos grupos Pão de Açúcar e Casas Bahia, anunciada em dezembro e que deu origem à maior rede de varejo do Brasil, a Globex, será revisada a pedido de um dos sócios.

São Paulo, 13 abr (EFE).- A fusão dos grupos Pão de Açúcar e Casas Bahia, anunciada em dezembro e que deu origem à maior rede de varejo do Brasil, a Globex, será revisada a pedido de um dos sócios. "Segundo as notícias publicadas na imprensa, esclarecemos que as Casas Bahia e seus sócios manifestaram sua intenção de revisar a associação objeto do acordo, realizado no dia 4 de dezembro de 2009", anunciou o grupo Pão de Açúcar em comunicado. O supermercado considera que o Acordo de Associação "é válido e perfeitamente eficaz, tendo se manifestado no sentido de continuar as discussões a fim de um entendimento e de informar o mercado". A família Klein, principal acionista de Casas Bahia, dedicada ao comércio de eletrodomésticos e móveis, não descarta a possibilidade de ir à Justiça para garantir o que considera o "equilíbrio da nova companhia", chamada Globex, após considerar que seus ativos foram avaliados com preços inferiores aos do mercado. Depois do anúncio, as ações do Pão de Açúcar registraram hoje uma forte baixa na Bolsa de São Paulo. Com a fusão, o grupo, cujo forte são os supermercados e que, além disso, é dono do Ponto Frio, uma cadeia de lojas de eletrodomésticos, passava a ter 51% da nova companhia, enquanto as Casas Bahia ficariam com os 49% restantes. O faturamento anual da empresa resultante da fusão é estimado em US$ 40 bilhões de reais. A fusão também levou os concorrentes das empresas a se movimentaram para não serem deixados para trás. O grupo francês Carrefour e o americano Wal-Mart anunciaram novos investimentos, enquanto no mês passado a Ricardo Eletro, líder de vendas em Minas Gerais, anunciou a fusão com a Insinuante, com forte participação no comércio de eletrodomésticos na região nordeste. EFE wgm/pb
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