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São Paulo - Os frigoríficos Marfrig e Minerva enviaram nota há pouco para tranqüilizar acionistas e informar que não registraram perdas financeiras em operações com derivativos de câmbio, como aconteceu com a Sadia e Aracruz, devido à alta volatilidade no mercado de dólar causada pela crise internacional. Ontem a Sadia divulgou perda R$ 760 milhões com operações alavancadas que superavam a necessidade de proteção.

Hoje foi a vez da Aracruz confirmar perdas, mas sem revelar o tamanho do rombo.

A Marfrig Frigoríficos afirma que não pratica transações alavancadas de derivativos ou similares que não tenham como objetivo a proteção das operações internacionais da empresa, que tem 70% da receita formada por moedas estrangeiras. O frigorífico reforçou que tem saldo sólido e "política conservadora" de gestão financeira.

O Minerva, que também produz e comercializa carne bovina e couros e exporta boi vivo, apresentou ao mercado o mesmo tipo de explicação e afirmou que não terá nenhuma perda com transações de derivativos alavancados durante o trimestre. Segundo a nota, a empresa tem uma política de hedge que inclui cenários de grande volatilidade.

"Desta forma, a companhia acredita estar devidamente preparada para passar sem sobressaltos por este período de forte volatilidade no mercado financeiro", informa em seu comunicado aos acionistas.

Ambas as empresas ressaltaram que além de caixa robusto, têm aplicações financeiras de curto prazo e mantém o endividamento com concentração no longo prazo.

(Valor Online)

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