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O Brasil foi apontado como exemplo mundial e parceiro essencial da África na questão da segurança alimentar, combate à fome e desenvolvimento rural, na conferência internacional aberta ontem, no Itamaraty, em Brasília, com a presença de quase 40 ministros africanos, num fórum especial Brasil-África. O presidente Lula participou da primeira sessão e destacou a importância de desenvolver a agricultura africana e de o Brasil e outros países investirem no continente.

O Brasil foi apontado como exemplo mundial e parceiro essencial da África na questão da segurança alimentar, combate à fome e desenvolvimento rural, na conferência internacional aberta ontem, no Itamaraty, em Brasília, com a presença de quase 40 ministros africanos, num fórum especial Brasil-África. O presidente Lula participou da primeira sessão e destacou a importância de desenvolver a agricultura africana e de o Brasil e outros países investirem no continente. Lula disse que o Brasil e os países ricos devem continuar ajudando os países africanos e pediu que o próximo presidente da República mantenha as atuais relações do Brasil com a África. "Eu espero que outros presidentes viajem mais do que eu para que possam descobrir o potencial que existe em nossas relações". Na abertura do encontro, que termina amanhã, a diretora executiva do Programa Mundial de Alimentos, das Nações Unidas, Josette Sheeran, entregou ao presidente Lula um reconhecimento oficial da ONU como "Campeão Mundial na Luta contra a Fome". "O governo do Brasil e o Programa Mundial de Alimentos compartilham uma visão comum de um mundo livre de fome", disse ela. "O Brasil demonstrou ao mundo que luta contra a fome e ao mesmo tempo é um dos dez maiores exportadores agrícolas do mundo". O diretor-geral da Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO), Jacques Diouf, afirmou que o número de pessoas que passam fome no Brasil caiu 28% em apenas quatro anos: de 16,6 milhões em 2000/2002 para 11,9 milhões em 2004/2009. Diouf lembrou que o Brasil e muitos países da África são parecidos do ponto de vista da agricultura, com condições climáticas, de solo e até lavouras semelhantes. Segundo o diretor-geral da FAO, a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) tem capacidade para transferir para países africanos recursos genéticos do arroz, feijão, mandioca, sorgo e milho. A menção de Diouf à Embrapa foi oportuna: a empresa já tem um extenso rol de projetos de cooperação na África, em especial em Moçambique.

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