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Segundo o gerente comercial da Marcopolo na ¿?frica do Sul, João Paulo Lohl Ledur, administrador de empresas com especialização em comércio internacional e no posto há quase cinco anos, o ambiente de negócios no país é positivo: "Permaneceu a herança europeia de respeito aos contratos e à segurança jurídica", disse. Mas, a seu ver, a legislação trabalhista sul-africana é ainda mais restritiva que a brasileira.

Segundo o gerente comercial da Marcopolo na ¿?frica do Sul, João Paulo Lohl Ledur, administrador de empresas com especialização em comércio internacional e no posto há quase cinco anos, o ambiente de negócios no país é positivo: "Permaneceu a herança europeia de respeito aos contratos e à segurança jurídica", disse. Mas, a seu ver, a legislação trabalhista sul-africana é ainda mais restritiva que a brasileira. "É impossível fazer ajustes sazonais de funcionários", disse Ledur. É difícil até fazer demissão por justa causa, um processo lento, que envolve repetidas discussões de todas as partes interessadas em comissões sindicais e trabalhistas. Como empresa de capital totalmente estrangeiro, a brasileira Marcopolo não é obrigada a ter a cota racial de 25% de negros no controle acionário, como normalmente exige a lei do chamado Black Economic Empowerment (BEE). Mas no chão da fábrica e até os níveis médios de comando e gerência o sistema de cotas tem que ser obedecido para que ela possa obter o certificado de adequação ao programa BEE, condição essencial para participar de concorrências públicas. Em termos comerciais, afirma Ledur, existe uma diferença fundamental com o mercado brasileiro. "No Brasil, fabricamos ônibus já vendidos; aqui, fabricamos para estoque, o cliente quer ver o ônibus pronto antes de comprar". A fábrica de Germiston tem quase 700 funcionários, a grande maioria sul-africanos negros. Um deles é o soldador John Monate, 28 anos, casado e sem filhos, que mora com a mulher no bairro vizinho de Palm Ridge. Como muitos outros colegas de baixa escolaridade, John Monate passou pelo curso interno de qualificação técnica dado pela Escola de Formação Profissional Marcopolo, que funciona permanentemente na própria fábrica. Monate, da etnia zulu, ganha 23 Rands por hora (pouco mais de US$ 7), e se declara "very happy" no emprego. Na Copa, diz, a seleção sul-africana não terá muita chance. Portanto jura, seu coração "será brasileiro". <i>As informações são do jornal O Estado de S.Paulo.</i>

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