Tamanho do texto

Se o comércio entre Brasil e ¿?frica do Sul fosse uma partida de futebol, a seleção canarinho estaria com larga vantagem sobre os Bafana Bafana: em 2009, as importações sul-africanas somaram US$ 433 milhões, enquanto as exportações brasileiras para aquele país totalizaram US$ 1,26 bilhão - o triplo. O saldo tem sido favorável ao País, que leva para o outro lado do Atlântico uma oferta variada de produtos, dos quais se destacam veículos e peças, carnes e folhas de fumo.

Se o comércio entre Brasil e ¿?frica do Sul fosse uma partida de futebol, a seleção canarinho estaria com larga vantagem sobre os Bafana Bafana: em 2009, as importações sul-africanas somaram US$ 433 milhões, enquanto as exportações brasileiras para aquele país totalizaram US$ 1,26 bilhão - o triplo. O saldo tem sido favorável ao País, que leva para o outro lado do Atlântico uma oferta variada de produtos, dos quais se destacam veículos e peças, carnes e folhas de fumo. Só no primeiro segmento foram US$ 368,4 milhões, entre automóveis, tratores, motocicletas, chassis e autopeças. A participação dos produtos brasileiros, no entanto, é pouco expressiva no universo total de importações sul-africanas: 1,8%. A Alemanha e a China representam fatia muito maior - 10,8% e 10,3%, respectivamente. No ano passado, a ¿?frica do Sul foi apenas o 33° mercado das exportações nacionais. Da pauta brasileira comercializada em 2009, 72,8% eram produtos manufaturados; 22%, básicos; 3,3%, semimanufaturados. "São números modestos diante do potencial das duas economias", afirma o gerente executivo da Câmara de Comércio Brasil-¿?frica do Sul, Fernando Tomé. "Refletem a prioridade que o empresariado dos dois países deu para Europa e Estados Unidos até a década de 90 e a natural vocação dos dois como líderes regionais que sempre terão em seus vizinhos alguns de seus mercados compradores mais importantes." A crise mundial, entretanto, abateu o comércio bilateral desde o final de 2008. Em 2007, as trocas bilaterais cresceram em torno de 20% em cada mão, em coerência com os movimentos ascendentes dos anos anteriores. Mas, em 2008, enquanto as exportações da ¿?frica do Sul para o Brasil aumentaram 48,2%, as vendas brasileiras para esse país caíram 0,17%. No ano passado, ambos os parceiros viram a corrente de comércio declinar abruptamente. Comércio. Os US$ 433 milhões em produtos sul-africanos exportados ao Brasil corresponderam a uma queda de 44,0%, em relação a 2008. O total de US$ 1,26 bilhão embarcado pelo Brasil significou redução de 28,2%, na mesma comparação. Esses resultados, na prática, abalaram o vigor do comércio bilateral, que fora impulsionado em boa medida a partir do início da vigência do acordo de preferências tarifárias entre o Mercosul e a ¿?frica do Sul. Essas negociações haviam sido lançadas em 1998 em Ushuaia, na Argentina, com a presença do então presidente sul-africano, Nelson Mandela. Números do primeiro trimestre de 2010 mostram que as exportações brasileiras para a ¿?frica do Sul chegaram a US$ 302 milhões, queda de 4% em relação ao mesmo período do ano passado. Já as importações cresceram 36%, subindo de US$ 28 milhões para US$ 38 milhões. A lista de itens comprados pelo Brasil inclui carvão, ligas de ferro manganês, motores, vinhos, licores, herbicidas e fungicidas. Com as duas economias em aquecimento, a expectativa da Câmara é que a corrente de comércio volte para os níveis pré-crise, chegando a US$ 2,5 bilhões em 2010. A oferta de produtos de média complexidade tecnológica é uma vantagem competitiva do Brasil, diz o gerente-executivo. A valorização das moedas dos dois países, observa, fez com que as commodities e demais produtos de menor valor agregado perdessem representatividade e competitividade no comércio bilateral. O fluxo comercial pode crescer ainda mais, com destaque para as áreas de franquias, treinamento, softwares e engenharia. "A ¿?frica é o mercado ideal para os nossos produtos industrializados", afirma Marcos Lélis, coordenador da unidade de inteligência comercial e competitiva da Apex, agência brasileira que promove exportações. "Ao lado de Angola, que tem uma pauta parecida de produtos, é um dos mercados mais promissores da região. "Em 2009, a ¿?frica do Sul foi o terceiro país africano no ranking de exportações brasileiras, atrás de Egito e Angola. O crescimento da economia sul-africana desde a democratização favorece o ambiente de negócios, mas há dificuldades em relação à legislação trabalhista, mão de obra qualificada, escassez de energia e problemas de infraestrutura - muitas deficiências iguais às do Brasil. O Brasil concentra seus investimentos na ¿?frica do Sul no setor de transportes (ônibus e caminhões), biocombustíveis e mineração. O interesse sul-africano no Brasil, por sua vez, se dá principalmente nos ramos de mineração, finanças, informática, bebidas, aço e papel. Em 2008, o investimento da ¿?frica do Sul no Brasil chegou a US$ 5,46 milhões - menos que os US$ 7,3 milhões aplicados pelo Brasil por lá. <i>As informações são do jornal O Estado de S.Paulo.</i>

    Faça seus comentários sobre esta matéria mais abaixo.