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O Brasil está menos preocupado com a fraqueza da moeda chinesa do que outras grandes economias que reclamam do iuan, disse neste domingo o presidente do Banco Central, Henrique Meirelles. Segundo Meirelles, a economia brasileira está sendo puxada pela robusta demanda interna, então o impacto de importações da China é menos preocupante para o Brasil do que para países como os Estados Unidos.

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Meirelles falou com repórteres durante o encontro anual do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) em Cancun, no México.

Ainda conforme o presidente do BC, a aversão ao risco nos mercados internacionais como resultado de problemas na Europa agora é provavelmente o fator mais relevante a ser observado por agentes no mundo todo. Ele se referia à questão fiscal da Grécia.

As pressões políticas estão aumentando na Casa Branca para que Washington declare o sistema cambial da China como manipulador, com alguns senadores norte-americanos ameaçando sanções a produtos chineses se Pequim não permitir que o yuan suba.

Grandes nações exportadoras querem que Pequim abandone sua taxa de 6,83 yuans por dólar imposta em meados de 2008 para ajudar exportadores chineses a lidar com a crise global financeira. Nos três anos antes disso, Pequim deixou o yuan se valorizar 21% contra o dólar.

Perguntado se planeja deixar o BC no início de abril para concorrer às eleições de outubro, Meirelles disse que ainda tem tempo para tomar uma decisão.

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