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Governo diz que manifestações contaram com 825 mil pessoas. Sindicatos falam em 3 milhões

Entre 825 mil pessoas, segundo o governo, e três milhões, de acordo com sindicatos, participaram de manifestação neste sábado por toda a França contra a reforma da previdência. O tradicional conflito de números entre os organizadores e as autoridades teve neste sábado um novo capítulo, no nono dia de protestos pelo projeto de atraso da aposentadoria feito pelo presidente Nicolas Sarkozy.

O Governo garante que o protesto perde fôlego, e assinalou que isso é fruto do trabalho para explicar uma reforma considerada imprescindível. Por sua parte, os sindicatos asseguraram que o número de manifestantes é semelhante ao do último dia 2, também um sábado, o que demonstra que os franceses seguem empenhados em protestar contra uma reforma que, para eles, é injusta. Os protestos deste sábado, a três dias de uma nova convocação de greve geral, tinham por objetivo permitir a participação das famílias e dos trabalhadores que não podem fazê-lo em dias laborais.

Em função dos protestos, as reservas de combustível do aeroporto parisiense Roissy-Charles de Gaulle só durarão até a próxima terça-feira, caso as refinarias francesas não sejam desbloqueadas, informou hoje um porta-voz oficial. Desde ontem, os sindicatos mantêm bloqueadas as 12 refinarias francesas em protesto contra a reforma da previdência no país, que prevê ampliar de 60 para 62 anos a idade mínima para aposentadoria e de 65 para 67 anos a idade para aposentadoria integral.

Em Orly, o outro grande aeroporto da capital, as reservas podem durar ainda um pouco mais, acrescentou o porta-voz. O oleoduto que abastece com combustíveis os dois aeroportos parisienses funciona de forma intermitente. Por isso, não entram novas reservas nele. A falta de combustível forçou ontem o fechamento de aproximadamente 100 postos de gasolina, mas a entidade patronal do setor indicou que são problemas pontuais e descartou que, por enquanto, haja problemas de abastecimento.

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