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Fernando Muñoz. Cartagena (Colômbia), 6 abr (EFE).

Fernando Muñoz. Cartagena (Colômbia), 6 abr (EFE).- O Fórum Econômico Mundial (FEM) para a América Latina 2010 começou hoje na cidade colombiana de Cartagena das Índias com um número recorde de participantes e vontade de buscar receitas que atenuem os efeitos da crise e tragam uma coesão social maior, capaz de reduzir a pobreza. O fundador e presidente do FEM, Klaus Schwab, reconheceu que não se pode negar que o mundo está saindo de "uma crise que realmente fragmentou a confiança do povo em seu próprio futuro". "Aqui, na América Latina, se está saindo (da crise) e isso não é um problema. Isso é parte da solução, essa é a boa notícia", insistiu o anfitrião em entrevista coletiva junto ao presidente Álvaro Uribe. Schwab destacou que a tarefa em Cartagena é "ver quais são os elementos que permitem confiar no futuro da América Latina". Por isso, até quinta-feira o FEM deve debater políticas macroeconômicas, recursos naturais, desigualdade social, governabilidade e democracia. A FEM é uma fundação sem fins lucrativos conhecida por sua assembleia anual em Davos e constituída por Governos, empresários, organizações e líderes jovens. Mesmo assim Schwab reconheceu que a reunião de Cartagena "é complexa, mas deveria ajudar a todos a entender a América Latina de uma forma sistêmica". O presidente do FEM também afirmou que a Colômbia "poderia ser a história mais desconhecida da transformação política e econômica de um país", em alusão as conquistas econômicos e sociais dos últimos anos. "É uma decisão correta vir aqui porque temos um número recorde de participantes, o que demonstra o interesse especial que se dá à Colômbia", que se transformou, segundo ele, "em um país de promessas". O presidente Uribe, por sua vez, disse que "para o futuro é preciso tomar cuidado com três riscos: escassez de energia, alto endividamento e o retorno de uma nova era de inflação", em alusão aos desafios que a região enfrenta. Ele afirmou que "indubitavelmente, a América Latina sofreu pouco com a crise comparativamente e está demonstrando uma capacidade rápida de recuperação", mas que isso não implica garantias para o futuro. Segundo o presidente colombiano, "é fundamental pensar o continente em função de democracias avançadas, modernas, o que requer cinco elementos". Esses elementos, segundo Uribe, são "a luta pela segurança, garantia de liberdades, avanço da coesão social, respeito aos Estados formados por instituições independentes e alto grau de participação cidadã como fator de transparência e confiança". O líder colombiano acredita que a região deve "assegurar um processo de taxas de investimento muito altas a longo prazo" e "isso obriga a todos os países a dar sinais de confiança, sem taxas altas de inflação, com uma política permanente de coesão social". Com relação à Colômbia, Uribe disse que durante seu Governo, que começou em 2002 e terminou no dia 7 de agosto, a "Colômbia aplicou uma política de abertura a todos os mercados do mundo". Bogotá sofre "um problema histórico" que é a violência, mas "na medida em que a superamos a confiança é recuperada", afirmou. Uribe se congratulou, além disso, porque o fórum de Cartagena registrou um recorde de participação com mais de 550 homens empresários e outras centenas de participantes frente às edições anteriores de São Paulo, Santiago do Chile, Cancún e Rio de Janeiro. Além disso, outros quatro presidentes latino-americanos participarão do fórum: o guatemalteco Álvaro Colom, o panamenho Ricardo Martinelli, o paraguaio Fernando Lugo e o dominicano Leonel Fernández. EFE fer/pb
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