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Reunião ocorre no momento de maior incerteza econômica das últimas décadas, especialmente na Europa

O Fórum de Davos, um dos grandes encontros econômicos mundiais, acontece na próxima semana com a intenção de buscar um novo ajuste ao capitalismo como motor da economia mundial e encontrar fórmulas criativas contra a crise. Organizado pelo Fórum Econômico Mundial (FEM), a reunião entre os dias 25 e 29 de janeiro em Davos, na Suíça, chega no momento de maior incerteza econômica das últimas décadas, especialmente na Europa, e pretende "transformar" o capitalismo.

"O capitalismo, em sua forma atual, já não se encaixa no mundo. Não soubemos aprender com as lições da crise de 2009. Precisamos de uma transformação global", disse nesta quarta-feira em entrevista coletiva Klaus Schwab, fundador e diretor-executivo do FEM. "Temos que encontrar novas linhas de pensamento e deixar a maneira habitual de fazer as coisas", disse Schwab.

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O economista e empresário alemão que fundou o FEM em 1971 insistiu em que o capitalismo "tem que ser reformado", algo que defende há anos, e argumentou que o problema atual "não é a falta de capital, mas a falta de talento humano", uma questão que definirá "a competitividade futura da economia". A importância de Davos reside principalmente no poder de convocação que alcançou o FEM, que reunirá no espaço de quatro dias cerca de 40 chefes de Estado e de Governo.

Em uma evidente mostra de que a crise na zona do euro está no centro das discussões sobre o futuro, a chanceler alemã, Angela Merkel, pronunciará o discurso inaugural. Estarão presentes, entre outros, o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, o primeiro-ministro do Reino Unido, David Cameron, o presidente do México, Felipe Calderón, o presidente do Peru, Ollanta Humala, e o presidente do Panamá, Ricardo Martinelli. A delegação brasileira será presidida pelo ministro de Relações Exteriores, Antonio Patriota.

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Do mundo econômico, haverá especial interesse em escutar o que tem a dizer o presidente do Banco Central Europeu, Mario Draghi, seu antecessor, Jean-Claude Trichet, a diretora do Fundo Monetário Internacional, Christine Lagarde, o presidente do Banco Mundial, Robert Zoellick, e o secretário americano do Tesouro, Timothy Geithner.

Também está prevista a presença do vice-presidente para Assuntos Econômicos e Monetários da UE, Olli Rehn, o vice-presidente e comissário de concorrência, Joaquín Almunia, o ministro alemão de Finanças, Wolfgang Schauble, e o novo ministro espanhol de Economia e Competitividade, Luis de Guindos. Junto a eles, 1.600 homens e mulheres de negócios representantes das empresas que formam e mantêm o Fórum, assim como sindicalistas e integrantes de ONGs.

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