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PEQUIM (Reuters) - O grupo australiano Fortescue Metals Group ainda está discutindo se continua vendendo minério de ferro com desconto para compradores chineses, disse um porta-voz da companhia nesta terça-feira. O jornal oficial China Securities informou, citando o diretor-executivo do grupo, Russell Scrimshaw, que o desconto de 35 por cento definido em agosto já expirou após a companhia fracassar em garantir um acordo de financiamento com investidores chineses em setembro.

No entanto, o porta-voz afirmou que nenhuma decisão foi tomada ainda para manter o desconto ou retirá-lo, e esta decisão poderia ser tomada até o final do ano após o último dos embarques para à China.

As negociações dos preços para o minério de ferro este ano com mineradoras estrangeiras terminaram em um amargo empate, com as australianas Rio Tinto e BHP Billiton, juntamente com a Vale, se recusando a conceder um desconto maior que os 33 por cento aceito por siderúrgicas japonesas.

Após as conversações com as três maiores mineradoras do mundo terem fracassado, a CISA anunciou em agosto que a maior produtora de aço da China, a Baosteel, chegou a um acordo para um desconto de 35 por cento do preço com a FMG, e que esta taxa seria a "referência de preço" para todas as aquisições estrangeiras de minério de ferro.

Em troca, a FMG estava buscando um financiamento de 5,5 a 6 bilhões de dólares com investidores chineses para um maciço programa de expansão na mina de Pilbara na Austrália, mas a companhia não chegou a um acordo antes do prazo final em 30 de setembro.

A associação insistiu que os 35 por cento de desconto não tem ligação com os esforços de Fortescue em garantir investimento chinês, mas as siderúrgicas da China estão pagando o preço "interino" acordado pelo Japão desde o início de outubro, acrescentou a reportagem do jornal China Securities.

(Reportagem de David Stanway)

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