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O governo pretende injetar mais recursos do Tesouro Nacional na renovação das linhas de crédito subsidiadas para compra e exportação de bens de capital. A ideia é de um reforço entre R$ 30 bilhões e R$ 40 bilhões, dobrando os recursos disponíveis no Programa de Sustentação do Investimento (PSI).

No início deste mês, o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) enviou ao Ministério da Fazenda e ao Tesouro um documento com as justificativas para elevar os recursos disponíveis no programa. O principal argumento é que o PSI tem contribuído para puxar para cima a taxa de investimento da indústria. De acordo com fonte, já há no governo uma corrente que defende a manutenção do programa até o fim do governo Lula, em dezembro deste ano.

Lançado em julho do ano passado, como instrumento de redução dos impactos negativos da crise econômica mundial sobre a produção industrial brasileira, o programa tinha prazo para terminar: 31 de dezembro do mesmo ano, e recebeu R$ 40 bilhões do Tesouro Nacional para equalização das taxas subsidiadas dos empréstimos do BNDES.

O banco reduziu à metade, para o tomador final, os juros cobrados para aquisição e exportação de bens de capital. No Finame, programa de crédito voltado à indústria, a taxa anual ficava em 10% ao ano; no PSI, o financiamento passou, em média, a 4,5% ao ano. A prorrogação até junho deste ano foi decidida pelo governo no início de 2010. No encerramento de 2009, o PSI havia aprovado projetos num total de R$ 37,1 bilhões, sendo 75% desse total (R$ 28,1 bilhões) voltado especificamente ao segmento de bens de capital.

Foi, segundo estimativas preliminares do banco, a iniciativa com melhor resposta do conjunto de setores que compra máquinas e equipamentos industriais. Um resultado que, segundo fontes, começa a incomodar concorrentes internacionais, especialmente coreanos e chineses. O senão que está sendo avaliado na proposta de uma nova extensão do programa é a geração de custo fiscal que o subsídio carrega.

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