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BRASÍLIA - A despesa do governo federal com a folha de salários subirá 16,5% no ano que vem, para R$ 155,3 bilhões, ante R$ 133,3 bilhões este ano. O aumento é para abrigar reajustes anunciados em maio a cerca de 800 mil servidores. além de outros 350 mil servidores de 54 carreiras que serão contemplados em duas Medidas Provisórias que o governo encaminha ao Congresso até esta sexta-feira.

Segundo o ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, os reajustes serão escalonados, pagos em parcelas até 2010, com percentuais maiores para servidores de categorias mais qualificadas. Ele não informou os percentuais da correção.

O ministro declarou que os reajustes salariais decorrem de negociações feitas entre governo e sindicatos, desde 2003. E frisou que o governo não aceitará novas pressões. Não tem a menor condição ou necessidade de novos reajustes, além desses acertados, declarou.

Pela proposta orçamentária do ano que vem, os gastos com pessoal e encargos deverão representar o equivalente a 4,87% do PIB, e cerca de 34% das despesas obrigatórias, previstas em R$ 455,9 bilhões. E, ainda, subirão mais que a variação de 13% esperada para a receita total da União (R$ 808,9 bilhões). Para 2008, a receita total é estimada em R$ 715,8 bilhões.

Em recursos livres para outras despesas, o governo tem previstos R$ 151,9 bilhões, um incremento de 11,5% sobre os R$ 136,2 bilhões disponíveis para este ano.

Para a renegociação de quase R$ 78 bilhões em dívidas agrícolas, o governo federal prevê o pagamento em 2009 de R$ 2,3 bilhões em novos subsídios, além de R$ 891 milhões para diferenças de taxas (equalização) de débitos rurais renegociados desde 2005.

(Azelma Rodrigues | Valor Online)

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