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Após declaração conjunta dos presidentes do Brasil e do Paraguai afirmando que a construção da linha de transmissão de energia entre Itaipu e Assunção está garantida e será realizada, o diretor-geral paraguaio da Itaipu, Gustavo Codas, explicou que os dois governos aproveitarão a reunião da Unasul, em Buenos Aires, amanhã, para conversar com os demais presidentes do Mercosul. Brasil e Paraguai querem autorização do Mercosul para poder usar o dinheiro do Fundo de Convergência Estrutural do Mercosul (Focem) para a realização da obra.

Após declaração conjunta dos presidentes do Brasil e do Paraguai afirmando que a construção da linha de transmissão de energia entre Itaipu e Assunção está garantida e será realizada, o diretor-geral paraguaio da Itaipu, Gustavo Codas, explicou que os dois governos aproveitarão a reunião da Unasul, em Buenos Aires, amanhã, para conversar com os demais presidentes do Mercosul. Brasil e Paraguai querem autorização do Mercosul para poder usar o dinheiro do Fundo de Convergência Estrutural do Mercosul (Focem) para a realização da obra.

Codas declarou que os US$ 400 milhões necessários para a obra "virão do Brasil" por meio do fundo. O diretor-geral brasileiro da Itaipu, Jorge Samek, disse que não vê motivos para os demais presidentes do Mercosul não concordarem em liberar o dinheiro do fundo para a linha de transmissão. "Esse projeto cai como uma luva dentro das regras do fundo", disse. "Não tem motivos para os demais países serem contra. O Focem já existe e o Brasil vai fazer o maior aporte", acrescentou Samek.

Segundo Samek, está tudo definido e os recursos serão repassados em 2010, 2011 e 2012, que é o prazo para realização da obra, sendo US$ 133 milhões por ano. Ele disse que os dois presidentes deram instrução de antecipação de contratação da obra. Por isso, o projeto técnico deve ficar pronto entre agosto e setembro, para, em seguida, ser feita a licitação. Toda a obra, segundo ele, deve estar finalizada em dezembro de 2012. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse que volta ao Paraguai para o lançamento da obra da linha de transmissão.

Com relação ao aumento do valor pago pelo Brasil ao Paraguai pela energia excedente, produzida naquele país, que é vendida ao Brasil, que ainda depende de aprovação do Congresso brasileiro, Samek disse que está confiante de que isso se resolva num curto prazo. Segundo ele, o Congresso nunca faltou ao Brasil nas questões internacionais.

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