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Ajuste fiscal iniciado pelo governo é essencial para a sustentabilidade fiscal, segundo o Fundo

O FMI reduziu as previsões de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) do Reino Unido de 1,7% a 1,5% para 2011 e respaldou o ajuste fiscal iniciado por Londres como "essencial", em um relatório divulgado nesta segunda-feira.

"O forte ajuste fiscal está em processo e é essencial para alcançar uma posição orçamentária mais sustentável", disse o Fundo em seu relatório. O organismo internacional considera o enfraquecimento da economia do Reino Unido como "temporário", insistindo que o governo mantenha seu plano de redução do déficit.

O FMI recortou em dois décimos o crescimento previsto em suas Perspectivas Econômicas Mundiais de abril para 2011, de 1,7% a 1,5%, e prevê um aumento de 2,5 % no PIB a médio prazo. Além disso, o Fundo considera que o aumento da inflação, previsto em 4% em 2011, se deve a "fatores transitórios", por isso considera "apropriada a escala atual do estímulo monetário dado o ajuste fiscal". No entanto, o FMI assinalou que a inflação "voltará gradualmente à meta do Banco da Inglaterra de 2% ao longo de 2012".

Desde o ponto de vista macroeconômico, o Fundo indicou que "maiores reformas estruturais ajudariam a controlar os desequilíbrios fiscais a longo prazo e apoiar o crescimento a médio prazo". Entre elas, recomendou "acelerar o aumento da idade de aposentadoria e indexá-la à longevidade" e reformar "as pensões públicas para equipará-las a seus equivalentes do setor privado".

Por outro lado, pediu "uma maior supervisão e regulação do sistema bancário do Reino Unido, já que a estabilidade e eficiência de seu sistema tem valor global devido à potencial capacidade de contágio". Nesse sentido, o FMI avaliou que "os bancos tenham fortalecido suas posições de capital e liquidez no ano passado".

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